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Covid-19

Temos chances de conseguir vacinas eficazes, só precisamos de paciência

Quanto tempo de proteção? Quantas doses? A boa ciência precisa de tempo para encontrar as respostas tão esperadas

Publicado em 13 de Agosto de 2020 às 06:00

Públicado em 

13 ago 2020 às 06:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

Mais de 160 projetos de vacina estão em andamento no mundo
Mais de 160 projetos de vacina estão em andamento no mundo Crédito: Pixabay
A espécie humana vive em nosso planeta há cerca de 200 mil anos. A expectativa de vida do brasileiro que era, em 1900, de apenas 33,7 anos, mais que dobrou, passando para 70 anos, no início do século 20. Entre as causas desse impressionante salto na longevidade em vários países, sem precedentes na história da humanidade, estão saneamento básico e vacinas. A indução artificial de imunidade antecede historicamente ao conhecimento da existência de microrganismos, com a prática de inocular fluidos de lesões de varíola em pessoas suscetíveis, séculos atrás. Hoje, diversas doenças graves são controladas por vacinas.
pandemia por Covid-19, que paralisou o planeta, gerou uma pressão extraordinária por vacinas. A Rússia acaba de aprovar uma vacina com adenovírus antes de completarem os testes... no mínimo, imprudência! Hoje, mais de 160 projetos estão em andamento, vários já em fase clínica. O Brasil, com alto e prolongado platô de casos, sob controle do próprio vírus, em desarticulado isolamento, tornou-se atrativo campo de testes.
Instituto Butantã, de São Paulo, principal manufatura de vacina de gripe no Hemisfério Sul, associou-se à Sinovac, empresa chinesa com tradição na produção de vacinas de hepatite A e gripe H1N1. Testam uma vacina de plataforma tradicional, de vírus inativados, que apresentou bons resultados em macacos.
Fiocruz, com a tradição de Oswaldo Cruz na erradicação da peste e da febre amarela, associou-se à Oxford-Aztra Zeneca. Essa empresa traz uma plataforma inovadora de uso de um vírus vetor, adenovírus de chimpanzé, não replicante, que expressa proteínas da espícula viral, induzindo produção de anticorpos protetores. Aproveitaram tecnologia já desenvolvida contra outro coronavírus que surgiu no Oriente Médio em 2102 e não virou pandemia.
Ainda temos ensaios da Pfizer no Brasil e da Moderna nos EUA, esta com outra tecnologia nova e fascinante, de fragmentos do RNA mensageiro, em nanopartículas lipídicas que, nas células humanas, produzirão proteínas das espículas virais que estimulam a produção de anticorpos específicos. Em animais produziram respostas extremamente robustas.
Enfim, temos boas chances de mais de uma vacina eficaz. Quanto tempo de proteção? Quantas doses? Precisamos de um pouco de paciência para a boa ciência achar as respostas. E não permitir que a polarização ideológica estéril e irresponsável ou disputas de poder contaminem mais esse campo fundamental para vencermos essa pandemia.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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