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Envelhecimento

Doença de Alzheimer: por mais vida aos anos que faltam

Novos medicamentos, mesmo de altíssimo custo e de impacto ainda pequeno no curso da doença, trazem esperança de novos caminhos a trilhar nessa pesquisa

Publicado em 01 de Julho de 2021 às 02:00

Públicado em 

01 jul 2021 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

Idosos precisam ser ajudados pelos filhos
Estima-se que 50 milhões de pessoas vivem com demência hoje no mundo, a maioria com doença de Alzheimer Crédito: Pixabay
“Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes...Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?”
Os versos tristes de Drummond tocam nossas angústias com o envelhecimento. A legítima ambição do homem não é apenas acrescentar anos de expectativa de vida, mas vida com qualidade aos anos a mais.
Estima-se que 50 milhões de pessoas vivem com demência hoje no mundo, a maioria com doença de Alzheimer. À medida em que progressos na prevenção de doenças cardiovasculares são atingidos, e excluindo-se as surpresas com eclosão de epidemias como a Covid, é natural que a demência em geral, e o Alzheimer em particular, se tornem os pesadelos do envelhecimento.
O imortal Tony Bennet ainda canta, reduzido a lives domésticas, e precisa de um tablet à sua frente com as letras que está esquecendo. Existe ainda o enorme custo para pacientes, suas famílias, para a sociedade enfim, que é estimado em um trilhão de dólares por ano e só tende a aumentar com o envelhecimento da população.
Recentemente foi aprovado pelo FDA um novo medicamento contra a doença de Alzheimer, um anticorpo monoclonal com ação contra a formação, ou mesmo remoção, das placas de amiloide, que são características da doença no cérebro. Essas placas (depósitos) aumentam o risco de progressão de comprometimento cognitivo leve até a demência. Outro anticorpo monoclonal deverá ser avaliado pela mesma FDA até o início de julho. São medicamentos de altíssimo custo e de impacto ainda pequeno no curso da doença, mas que trazem esperança de novos caminhos a trilhar nessa pesquisa.
Embora o diagnóstico imediato da doença seja importante para que o tratamento seja o mais precoce possível, o mesmo ainda traz poucos benefícios para prevenir sua evolução. Também é controverso porque populações negras e hispânicas são desproporcionalmente mais afetadas pelo Alzheimer.
Há um longo caminho a percorrer na descoberta de medicamentos contra demência, mas o papel da imunoterapia anti-amiloide parece ir se consolidando. Esses são desafios no campo da ciência, e que vão se tornando prioridades importantes à medida em que aumenta a expectativa de vida em diversas regiões do mundo.
Afinal, como disse Jorge Luis Borges, “a velhice pode ser o tempo de nossa felicidade”.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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