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Dia da Igualdade da Mulher

Mulheres que representam melhor o “ideal do justo”

Se a Justiça é representada por uma mulher de olhos vendados, numa atitude passiva, as mulheres reverenciadas neste texto representam melhor o “ideal do justo”. São mulheres de olhos abertos, que lutam pelos Direitos Humanos e direitos das mulheres

Públicado em 

26 ago 2020 às 05:00
João Baptista Herkenhoff

Colunista

João Baptista Herkenhoff

STF retomará julgamento sobre segunda instância no dia 7 de novembro
Justiça é representada por uma mulher de olhos vendados Crédito: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Hoje, 26 de agosto, é o Dia Internacional da Igualdade da Mulher.  Se a Justiça é representada por uma mulher de olhos vendados, numa atitude passiva, as mulheres reverenciadas neste texto representam melhor o “ideal do justo”.
São mulheres de olhos abertos, que lutam pelos Direitos Humanos em geral e por direitos específicos das mulheres.
Abro a enumeração lembrando-me de mulheres que se identificam por um traço comum.
Travaram ou ainda travam um combate indormido para ver esclarecidas as circunstâncias em que seus filhos morreram. Fizeram de suas vidas, após a morte do filho, uma vida a serviço da busca da verdade.  Tudo deixaram para dedicar a esta missão seus dias, suas horas, suas energias, todo o seu ser.
Mulheres sofredoras, de olhos abertos, clamaram e clamam contra a impunidade, os processos malfeitos, as autoridades omissas. Protestam contra a “justiça” que não é Justiça.
No Livro da Sabedoria, um dos mais belos da Bíblia, há uma exaltação às mulheres que lutam, às mulheres que se mostram incansáveis na busca da Justiça, da Liberdade, do Bem.
O autor do texto sagrado diz que a formosura dessas mulheres transpõe tudo que possa ser imaginado ou concebido no limite do sensorial, porque a formosura delas está no âmago da alma.
O texto, que alguns especialistas atribuem a Salomão, chega a dizer que tais mulheres são eternas. Mulheres admiráveis, presentes em nossa sociedade, são muitas.
Os ventos neoliberais que, infelizmente, sopram pelo Brasil, têm hierarquizado os trabalhadores, servidores e detentores de pensão, por uma escala de mera conveniência financeira.
Em primeiro lugar, ficam os trabalhadores da ativa, que podem fazer greve, incomodar dirigentes, reduzir lucros.
Em segundo lugar, vêm os aposentados, que alguns administradores mais afoitos chegam a considerar inimigos da pátria, responsáveis por todos os desequilíbrios orçamentários, esquecidos de que a aposentadoria é um direito de quem já deu seu quinhão de trabalho na construção do mundo.
Em terceiro lugar, vêm as viúvas.
Relativamente a estas, pretende-se dar-lhes tratamento discriminatório, como se não fizessem jus à proteção do Estado, pelo trabalho de seus maridos falecidos.
Conquistamos, no Brasil, com muita luta o direito de protestar, de fazer greve, de elogiar os bons governantes e censurar os maus.
Nenhum presidente da República, hoje ou amanhã, terá força para cassar as franquias democráticas alcançadas pela união e pela luta do povo brasileiro.

João Baptista Herkenhoff

É juiz de Direito aposentado e escritor. Aborda temas atuais com uma visão humanista, com foco nos direitos humanos. Escreve às quartas

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