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Dia Internacional da Mulher

O 8 de março é um dia para refletir e lutar

As protagonistas dessa luta são as mulheres, entretanto, a ocasião é oportuna para nós, homens, sobretudo para reconhecer e abrir mão dos nossos privilégios, corrigir velhos preconceitos, falar menos e ouvir mais

Publicado em 09 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

09 mar 2021 às 02:00
Herbert Soares

Colunista

Herbert Soares Herbert Soares
Mulheres na política
Dia Internacional da Mulher foi oficializado em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU) Crédito: Animação/Canva
Reflexão e luta. Palavras relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, data oficializada em 1975 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrada anualmente em 8 de março. No âmbito do Espírito Santo, o mesmo dia integra o calendário oficial como “Dia Estadual da Mulher” e “Dia Estadual do ‘Não’ à Violência Contra a Mulher”.
Trata-se, portanto, de momento significativo para protestar por igualdade, refletir sobre conquistas e retrocessos e também para exaltar a força feminina. As protagonistas dessa luta, vale frisar, são as mulheres, entretanto, a ocasião é igualmente oportuna para nós, homens, sobretudo para reconhecer e abrir mão dos nossos privilégios, corrigir velhos preconceitos, falar menos e ouvir mais.
Ouvir e compreender que, apesar de alguns avanços, o Brasil segue perigoso para elas. Aqui mesmo, no portal A Gazeta, observamos o relato de inúmeros casos de agressões, estupros e mortes violentas de mulheres. Os títulos das reportagens recentes falam por si: 1- “Feminicídio: ES registrou média de 2 mulheres assassinadas por mês em 2020”; 2- “Contador de feminicídio traz número de mortas no ES por serem mulheres”; 3- “Morta a facadas, Paula sonhava em fazer festa de aniversário para o filho”; 4- “Morta com corte no pescoço, Karolina era órfã e sonhava ter família”; 5- “Morta pelo ex no ES, Julia largou tudo para cuidar do filho”.
Os exemplos mencionados, uma pequena porcentagem do ocorrido no cotidiano, revelam o tamanho da tragédia que assola o país. Um quadro que deveria obrigar o brasileiro a se posicionar com firmeza e dizer claramente que nenhum crime pode ficar impune e nem ser normalizado. Nesse sentido, cabe a cada pessoa fazer a sua parte por uma sociedade mais justa e exigir ações concretas de líderes políticos e do Judiciário.
Em 2020, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo (Sesp), os crimes de feminicídio e estupro tiveram redução. Ainda assim, as estatísticas, que podem estar subnotificadas, continuam alarmantes e atestando que o combate à violência de gênero deve ser diário e não apenas em períodos predeterminados em calendário.
Por fim, fica aqui o nosso parabéns pelo dia junto com a expectativa de que os meses seguintes incentivem a construção de uma cultura de paz e também motive os homens a estarem ao lado das mulheres nessa dura batalha.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Herbert Soares

Herbert Soares Herbert Soares

É mestre em História pela Ufes. Neste espaço, a história capixaba é a protagonista, sem deixar de lado as atualidades. Escreve às terças.

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