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Amor materno

A história por trás do Dia das Mães e uma singela homenagem

Criado no início do século XX, nos Estados Unidos, o Dia das Mães também é comemorado em outros países no segundo domingo de maio

Publicado em 04 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

04 mai 2021 às 02:00
Herbert Soares

Colunista

Herbert Soares Herbert Soares
Dia das Mães
Dia das Mães: mesmo não havendo problema em presentear, nada pode substituir um sentimento verdadeiro Crédito: Luis Baltazar/katemangostar/Freepik
Criado no início do século XX, nos Estados Unidos, o Dia das Mães também é comemorado em outros países no segundo domingo de maio. A marcante data, de sentido original bastante deturpado ao longo do tempo, é fruto dos esforços da norte-americana Anna Jarvis, que lutou pela implantação de um dia especial para as mães após o falecimento da sua progenitora em maio de 1905.
Quase uma década depois, em 1914, o presidente Woodrow Wilson oficializou o dia nos EUA e contribuiu para difundi-lo pelo mundo. Já no Brasil, a reverência foi legalizada pelo Decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932, assinado por Getúlio Vargas, então Chefe do Governo Provisório, com os seguintes dizeres: “O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para seu aperfeiçoamento no sentido da bondade e da solidariedade humana”.
Apesar das propagandas associarem a data com as compras, o significado defendido por Anna Jarvis um século atrás era bem diferente. Para ela, o feriado deveria ficar restrito ao caráter afetivo, como um momento dedicado a exaltar o valor das mães para os filhos e para a sociedade. Porém, rapidamente sua ideia acabou usada para aumentar os ganhos do comércio, um artifício que a pioneira combateu por toda a vida.
Assim, diante do evidente e até exagerado apelo comercial da data, é importante lembrar que o respeito, o carinho e o amor devem prevalecer, ou seja, mesmo não havendo problema em presentear, nada pode substituir um sentimento verdadeiro.
Que os filhos, portanto, usem a data prioritariamente para fortalecer os laços pessoais e para retribuir o acolhimento recebido desde o período da gravidez.
No caso do autor que vos escreve, o presente de Dia das Mães será uma declaração de amor acompanhada de uma singela cópia deste texto. Não há como prever a reação exata da minha maior defensora, a mãezinha Maríusa Pinheiro Soares, mas certamente ela vai se emocionar e sorrir ao ver o próprio nome escrito em A Gazeta.
Por último, vale o registro: conforme o noticiário recente destaca, nem todos têm o privilégio de ter uma mãe protetora e amorosa. Para esses, sobretudo às crianças indefesas, fica aqui a nossa solidariedade e um clamor para que as autoridades promovam justiça.

Herbert Soares

Herbert Soares Herbert Soares

É mestre em História pela Ufes. Neste espaço, a história capixaba é a protagonista, sem deixar de lado as atualidades. Escreve às terças.

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