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Filipe Souza

No momento, só o coronavírus pode parar o Flamengo na Libertadores

Seguindo tendência mundial, Conmebol deve interromper competição provisoriamente para tentar reduzir pandemia. Assim, time de Jorge Jesus dará uma folga aos rivais, que até agora não conseguem resistir ao poder de fogo rubro-negro

Publicado em 12 de Março de 2020 às 05:30

Públicado em 

12 mar 2020 às 05:30
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Torcida do Flamengo brincou ao usar máscaras nas arquibancadas do Maracanã na vitória sobre o Barcelona-EQU Crédito: Delmiro Junior/Photo Premium/Agencia O Globo
Maior liga de basquete do mundo, a NBA já foi interrompida, jogos da Liga dos Campeões da Europa já rolaram com portões fechados para o público, e partidas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo foram adiadas pela própria Conmebol. Tudo isso por causa do coronavírus. Então é de se esperar que a entidade máxima do futebol na América do Sul seja coerente, siga a tendência mundial e anuncie em breve a paralisação da Libertadores com o objetivo de reduzir a pandemia. E por enquanto, só assim para o Flamengo parar de vencer na competição continental. 
Antes de tudo é bom destacar que o Covid-19 já matou mais de 4 mil pessoas e infectou pelo menos outras 120 mil em todo o mundo. No Brasil ainda não há motivos para pânico, mas é bom ficar esperto. Voltando para a Libertadores, na noite desta quarta-feira (11), o Flamengo conquistou mais uma vitória categórica. Para superar a retranca do Barcelona de Guayaquil, o Rubro-Negro precisou usar a bola parada para sair de campo com a vitória. Com um vasto repertório, o time de Jorge Jesus consegue fazer a leitura dos adversários e entender qual é a estratégia adequada. 
Nos primeiros minutos, o Flamengo foi logo para cima do time equatoriano e conseguiu criar algumas chances, mas teve dificuldade em furar a barreira de defensores no entorno da grande área. Logo a bola parada apareceu como recurso capaz de definir o jogo. No primeiro gol, escanteio curto, e depois cruzamento preciso de Everton Ribeiro para encontrar a cabeçada fatal de Gustavo Henrique. Falha da defesa do Barcelona, mas mérito do Fla ao chegar ao gol com uma jogada nitidamente bem treinada. 
Gabigol e Felipe Luís vibraram muito após o segundo gol da vitória rubro-negra Crédito: Alexandre Vidal/Flamengo
Para matar o jogo, os outros dois gols que começaram novamente em escanteios. Gabigol marcou de pênalti após a bola alçada na área tocar na mão de Jonatan Alves, e Bruno Henrique apenas escorou o cruzamento de Arrascaeta para selar o 3 a 0. Não foi a primeira vez e nem deve ser a última que a bola parada vai resolver o jogo para o time de Jorge Jesus. O nome disso é treino. 
O Flamengo é sem dúvida o time mais forte do Grupo A da Libertadores. Por isso seus rivais escolherão estratégias defensivas e de contragolpes para tentar uma vitória. Em dois jogos até aqui, o Rubro-Negro mostrou que sabe entender o momento. Contra o Junior Barranquilla, dois gols em contra-ataques fulminantes, já diante do Barcelona, o elenco mostrou eficiência nas bolas paradas. E assim, a cada duelo, o time de Jorge Jesus terá que usar seu vasto repertório para superar os rivais, ciente que a exigência no mata-mata será muito maior.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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