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Futebol arte

Lambreta de Talles Magno faz bem demais ao futebol brasileiro

Joia do Vasco acerta drible desconcertante e levanta velha polêmica: recurso ou humilhação?

Publicado em 14 de Outubro de 2019 às 12:27

Públicado em 

14 out 2019 às 12:27
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Talles Magno acertou uma lambreta sensacional em Gabriel Dias na vitória do Vasco sobre o Fortaleza Crédito: Rafael Ribeiro/Vasco
Aos 33 minutos do segundo tempo, o Vasco vencia o Fortaleza por 1 a 0 em São Januário e seguia em busca do segundo gol.  Encurralado na lateral esquerda do campo, no setor de ataque, o jovem Talles Magno, 17 anos, aplicou uma linda lambreta no volante Gabriel Dias, que fez a falta e foi expulso. Um lance que enlouqueceu os torcedores presentes em São Januário e trouxe à tona uma velha discussão: esse tipo de drible é um recurso ou serve apenas para humilhar o adversário? 
Gabriel Dias apelou. Ao sofrer o drible, deu um pontapé no atacante vascaíno. Como já tinha cartão amarelo, foi justamente expulso. No final da partida, Talles Magno explicou que não teve a intenção de humilhar o adversário. "Feliz pela atuação, por ter acertado a lambreta. Não foi pra humilhar, respeito muito o Fortaleza. Só foi um recurso para tentar seguir a jogada, passar o tempo, segurar o jogo", disse o atacante ao Globoesporte.com. 
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Talles MAGICAL.? . ? @canalpremiere . #VascoDaGama

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Curioso é perceber que após o lance plástico, que está na essência do futebol brasileiro tenha que ser explicado como recurso. Além de Talles, que deixou bem claro que não quis desrespeitar o rival, o técnico Vanderlei Luxemburgo também saiu em defesa de seu jogador: "Vi um jogador fazer a arte de jogar futebol do Brasil. E nós estamos acabando com isso", afirmou em entrevista coletiva. Craque do futsal e um dos atletas que mais dominou o uso da lambreta, Falcão também comentou o lance nas redes sociais: "Isso é recurso. Desde que seja feito sempre! Ganhando, perdendo ou empatando. Tem que ser um estilo de jogo! Boa, moleque", relatou o ex-jogador.
O Campeonato Brasileiro está carente de lances de qualidade. Um drible como o de Talles é um alívio em meio ao futebol pragmático que é jogado pela maioria dos times por aqui. No Vasco então, o jovem atacante é o diferencial em um elenco bem limitado. Inclusive fará uma falta gigantesca ao cruz-maltino, já que nesta segunda-feira (14) se apresenta à seleção brasileira sub-17 para a disputa da Copa do Mundo da categoria. Um grande problema para o Professor Luxa.  
Que jogadas como a de Talles não sejam mais escassas no futebol nacional. Improviso e criatividade sempre foram os principais recursos dos nossos craques.  A todos os jogadores e principalmente ao mais novos: driblem mais. Faz um bem danado ao futebol!

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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