Para equilibrar essa balança, o Fla conta com a fase brilhante do atacante Pedro, que mostra altíssimo poder de decisão e segue garantindo bons resultados para o clube carioca. Com relação a isso, a torcida rubro-negra não tem mesmo do que se queixar.
O Flamengo sofreu 8 gols nos últimos 4 jogos, média recente de dois gols por partida. Com sua meta vazada 25 vezes no
Campeonato Brasileiro, tem a pior defesa entre os seis primeiros colocados. E este confuso setor defensivo rubro-negro voltou a cometer falhas graves na partida desta quarta. O primeiro gol do Furacão foi marcado por Erick, após passe errado de Willian Arão na saída de bola, praticamente uma assistência ao adversário. O segundo gol do Athletico também saiu após a defesa bater cabeça e a bola sobrar para Bissoli fuzilar as redes.
Muitas dessas situações foram motivadas por erros individuais, mas também foram perceptíveis erros de posicionamento e principalmente de saída de bola quando a defesa é pressionada. Boa parte disso é falta de treino e está na conta do técnico Domènec Torrent. Por enquanto as falhas não foram decisivas, mas podem custar caro diante de times melhores, principalmente nas competições de mata-mata. É algo que precisa ser corrigido urgentemente.
A ausência de Rodrigo Caio é um problema para Dome. A tendência é que o setor defensivo melhore com o retorno do jogador. O jovem Natan desponta hoje como o parceiro ideal de Rodrigo para o time ter um setor mais consistente. Gustavo Henrique e Leo Pereira estão deixando a desejar. A cobertura de Isla também precisa ser eficaz, já que o lateral-direito não tem na marcação seu ponto forte. Uma senhora dor de cabeça para o treinado catalão, mas algo que ele tem que dar conta se quiser levantar taças ao fim das competições que seu time disputa.
Se a defesa do Flamengo vem sendo uma mãe para os adversários, o ataque não perde uma chance de castigar os rivais. E um dos principais responsáveis pelo sucesso do setor ofensivo rubro-negro é o atacante Pedro. Com 20 gols em 36 jogos com a camisa do Fla, o centroavante é sempre decisivo. Foi fundamental nos últimos jogos de sua equipe.
Aos 23 anos, Pedro tem a frieza de um veterano quando está de frente para o gol. Não satisfeito em “apenas” balançar as redes,ainda o faz com muita maestria. Finalizações precisas daquelas de deixar os goleiros paralisados tamanha a categoria nos arremates. Pedro é uma espécie em extinção, o bom e velho camisa 9, que o Brasil tanto produziu, mas que hoje é raro de se encontrar.