O Botafogo comandado pelo técnico Artur Jorge pratica o esporte futebol com excelência. Se tropeçou recentemente em times mais frágeis no Brasileirão, que jogaram bem fechados, bastaram dois jogos contra times que se abriram para o jogo, para retomar o caminho das vitórias.
Foi assim contra o Palmeiras, e foi assim diante do Galo, que mesmo com um a mais, tentou ser incisivo, mas acabou castigado.
Luiz Henrique, autor do gol que abriu caminho para a vitória e que sofreu o pênalti que resultou no segundo gol do Glorioso é a estrela de um elenco recheado de bons jogadores. O futebol tem a máxima que "final não se joga, se ganha", e o Botafogo ganhou. Savarino, Igor Jesus, John e outros nomes de destaque nesse time não brilharam tanto na decisão, mas mais uma vez foram muito eficientes para que o time pudesse ser cirúrgico na defesa e no ataque para garantir o título.
E o psicológico? Com um jogador expulso no início da partida, o time tinha tudo para derreter, mas mostrou sangue frio para administrar a partida e definir no momento certo. Em menos de dez minutos, dois gols para minar a alma do Galo, que mesmo quando diminuiu o placar ameaçou menos do que se esperava para buscar o empate. E o golpe fatal veio com Júnior Santos já no fim da partida, o artilheiro da Libertadores com 10 gols.
O Atlético-MG, que entrou sem o favoritismo na decisão, viu tudo mudar aos 40 segundos de jogo. Teve a faca e o queijo na mão para encurralar o Botafogo e vencer o jogo. Mas teve uma posse de bola estéril e não conseguiu agredir. Muito pouco para quem tem Hulk, Paulinho, Scarpa e Arana no elenco.
No segundo tempo, o time comandado por Gabriel Milito ensaiou uma reação, mas puro fogo de palha. O treinador argentino inclusive é responsável pela postura da equipe. Na primeira etapa, com um a mais, continuou no esquema com treês zagueiros, e na segunda etapa deixou Hulk, um dos melhores finalizadores do país, jogando aberto pela direita e resumindo seu jogo a cruzamentos na área. Esse Galo podia bem mais, mas não foi desta vez.