Sair
Assine
Entrar

"Na estrada dos louros"

Botafogo se multiplica em campo, ganha a Libertadores e faz história

Com um a menos desde os 40 segundos de jogo, o Glorioso foi cirúrgico para aproveitar as oportunidades e vencer o Atlético-MG de forma categórica

Publicado em 30 de Novembro de 2024 às 20:18

Públicado em 

30 nov 2024 às 20:18
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Botafogo conquista a Libertadores pela primeira vez em sua história
Botafogo conquista a Libertadores pela primeira vez em sua história Crédito: Vitor Silva/Botafogo
Com um roteiro recheado de drama, reviravoltas e muita emoção, o Botafogo fez seu torcedor soltar um grito que estava há muito tempo preso na garganta. Pela primeira vez em sua história, o Glorioso conquistou a Libertadores ao vencer o Atlético-MG por 3 a 1, neste sábado (30), no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Um jogo em que o time se multiplicou em campo para superar a expulsão do volante Gregore aos 40 segundos de partida, e mesmo com um a menos balançar a rede três vezes para impor sua superioridade ao Galo. 
O Botafogo comandado pelo técnico Artur Jorge pratica o esporte futebol com excelência. Se tropeçou recentemente em times mais frágeis no Brasileirão, que jogaram bem fechados, bastaram dois jogos contra times que se abriram para o jogo, para retomar o caminho das vitórias. Foi assim contra o Palmeiras, e foi assim diante do Galo, que mesmo com um a mais, tentou ser incisivo, mas acabou castigado. 
Luiz Henrique, autor do gol que abriu caminho para a vitória e que sofreu o pênalti que resultou no segundo gol do Glorioso é a estrela de um elenco recheado de bons jogadores. O futebol tem a máxima que "final não se joga, se ganha", e o Botafogo ganhou. Savarino, Igor Jesus, John e outros nomes de destaque nesse time não brilharam tanto na decisão, mas mais uma vez foram muito eficientes para que o time pudesse ser cirúrgico na defesa e no ataque para garantir o título. 
E o psicológico? Com um jogador expulso no início da partida, o time tinha tudo para derreter, mas mostrou sangue frio para administrar a partida e definir no momento certo. Em menos de dez minutos, dois gols para minar a alma do Galo, que mesmo quando diminuiu o placar ameaçou menos do que se esperava para buscar o empate. E o golpe fatal veio com Júnior Santos já no fim da partida, o artilheiro da Libertadores com 10 gols. 

Futebol pobre do Galo

O Atlético-MG, que entrou sem o favoritismo na decisão, viu tudo mudar aos 40 segundos de jogo. Teve a faca e o queijo na mão para encurralar o Botafogo e vencer o jogo. Mas teve uma posse de bola estéril e não conseguiu agredir. Muito pouco para quem tem Hulk, Paulinho, Scarpa e Arana no elenco.  
No segundo tempo, o time comandado por Gabriel Milito ensaiou uma reação, mas puro fogo de palha. O treinador argentino inclusive é responsável pela postura da equipe. Na primeira etapa, com um a mais, continuou no esquema com treês zagueiros, e na segunda etapa deixou Hulk, um dos melhores finalizadores do país, jogando aberto pela direita e resumindo seu jogo a cruzamentos na área. Esse Galo podia bem mais, mas não foi desta vez.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Reforma tributária x incentivos fiscais: a estratégia a ser costurada no ES
Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 07/05/2026
Contorno do Mestre Álvaro passa por obras de reparo com camada de asfalto sobre lajes de concreto.
Contorno do Mestre Álvaro em obras é um problema velho conhecido

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados