Publicado em 26 de novembro de 2024 às 23:52
O Palmeiras pôde comemorar a liderança do Brasileirão apenas por uma rodada. Na final antecipada do campeonato, o time alviverde jogou um péssimo futebol e deu razão a John Textor, que havia dito que o Botafogo gosta de jogar no Allianz Parque. À vontade no campo do rival, a equipe carioca se mostrou calma e inteligente para dominar o oponente, ganhar com autoridade, por 3 a 1, e se aproximar do título. Gregore, Savarino e Adryelson marcaram e impuseram vexatória derrota aos paulistas. >
A contundente vitória devolveu a liderança ao Botafogo, agora com 73 pontos, três a mais que o Palmeiras, que terá de ganhar seus dois compromissos finais e voltar a torcer por tropeços do rival para ter chances de conquistar o tricampeonato brasileiro.>
Além disso, o time de Abel Ferreira tem de esfriar a cabeça e buscar alternativas para jogar um futebol melhor. Diante de seus torcedores, foi previsível, afobado, impaciente, inepto e sentiu a pressão de um jogo grande, o que não aconteceu com o seu oponente, que jogou na arena palmeirense como se estivesse no Rio.>
De novo confiante, o Botafogo tem chances razoáveis de comemorar dois títulos neste mês. No sábado (30), em Buenos Aires, disputa a final da Libertadores contra o Atlético Mineiro.>
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Para o Palmeiras, o cenário que se desenhou no primeiro tempo foi desastroso. Até criou mais do que nas duas últimas partidas, mas voltou a ser ineficiente e caiu na armadilha do Botafogo, que se defendeu razoavelmente bem e marcou na primeira vez que foi ao ataque.>
Foi do volante Gregore, concluindo jogada ensaiada originada em escanteio, o gol que deixou tranquilos os visitantes e enervou os donos da casa, nos pés dos quais a bola queimava. Tensos, Rony e Felipe Anderson foram os piores em campo. Erraram quase tudo o que tentaram e receberam algumas tímidas vaias da torcida, claramente insatisfeita com o péssimo espetáculo para o qual pagou R$ 180 pelo ingresso mais barato.>
Raphael Veiga, encaixotado entre os zagueiros, nada produziu na etapa inicial. Estêvão, sozinho, fez o que pôde. Driblou, incomodou e deu assistências para ao menos um gol o Palmeiras fazer. Só que Marcos Rocha parou em John, com uma bonita defesa em cabeceio cruzado.>
Deficiente tecnicamente e nervoso, Felipe Anderson foi sacado no intervalo. Abel lançou mão do centroavante Flaco López e insistiu em Rony, aberto pela direita. Na ponta, o debilitado atacante também nada produziu. Erros domínios e passes fáceis e seguiu irritando os mais de 30 mil palmeirenses.>
Plácido, o Botafogo tocou a bola como se em casa jogasse. Deixou o tempo passar e se valeu da tensão do rival, que não tem mais a cabeça fria de antes, para controlar a partida. Tanto que Marcos Rocha se irritou em disputa com Igor Jesus e resvalou seus dedos no rosto do botafoguense.>
O árbitro Wilton Pereira Sampaio foi ao VAR e trocou o amarelo pelo vermelho para o lateral-direito. A expulsão, aparentemente exagerada, enterrou qualquer possibilidade de virada do Palmeiras. Entregue, os anfitriões levaram o segundo gol no minuto seguinte ao vermelho em jogada concluída justamente no lado onde havia espaço de sobra por causa da ausência de Marcos Rocha.>
Savarino, completamente livre, tocou na saída de Weverton e transformou o Allianz Parque em um velório. Calados, mais de 30 mil palmeirenses se revoltaram com o que viram. Depois, parte da torcida gritou "burro" para Abel Ferreira. O canto foi abafado pela maioria, mas ficou o recado: o técnico português não é mais intocável.>
Ainda houve tempo para mais: Adryelson fez o terceiro e fez o triunfo do Botafogo ser humilhante para o Palmeiras, que não mostrou, em nenhum momento, força para reagir, ainda que Richard Ríos tenha marcado o gol solitário nos acréscimos.>
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