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Internacional

Portugal decide seu novo presidente no segundo turno

O único debate ocorrido neste segundo turno entre os dois candidatos pouco empolgou e, no fundo, não mudou o cenário em curso

Publicado em 30 de Janeiro de 2026 às 02:00

Públicado em 

30 jan 2026 às 02:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

No dia 8 de fevereiro, os portugueses irão às urnas em segundo turno para escolher o seu novo presidente. Escolherão entre o candidato da esquerda, António José Seguro, do partido Socialista e o da direta, André Ventura, do partido Chega.
Diferentemente das eleições do primeiro turno, em que vários candidatos disputavam a preferência do eleitorado, esse segundo turno tem praticamente uma certeza: o setor democrático vencerá essas eleições. Isso porque, mesmo sem contar com o apoio formal dos outros partidos, o candidato António Seguro, apesar de defender a esquerda portuguesa, ganhou apoios importantes da centro-direita, principalmente de membros do partido social democrático - PSD e da Iniciativa Liberal. Caso nada de anormal aconteça de hoje até a eleição, o socialista António José Seguro será o novo presidente de Portugal.
Tivemos um primeiro turno em que o mais votado foi António José Seguro, que obteve 31,12% dos votos, seguido de André Ventura com 23,52%. Com um colégio eleitoral de 11.039.672 inscritos, apenas 52,26% compareceram para votar. O desafio agora é evitar o “já ganhou” mobilizando o eleitor a ir a voto, notadamente o jovem e idoso.
O único debate ocorrido neste segundo turno entre os dois candidatos pouco empolgou e, no fundo, não mudou o cenário em curso. A questão principal foi articular uma união de esforços para impedir o crescimento de André Ventura, que construiu em poucos anos um crescimento eleitoral sem precedentes na extrema-direita portuguesa, transformando um partido nanico no segundo partido no parlamento português.
Os institutos de pesquisas em Portugal apontam para uma vitória expressiva do candidato António Seguro. Pouco acostumados a votarem em segundo turno, o risco pode estar na abstenção do eleitorado. Mesmo assim, pesquisa da Universidade Católica indica 70% dos votos para Seguro e, para o instituto Intercampus, Seguro aparece com 71,3%.
É sempre bom lembrar que aqui em Portugal o voto não é obrigatório, o mandato presidencial é de cinco anos e o presidente tem um cargo não executivo. Ele é representativo, principalmente nas questões internacionais e constitucionais. Atualmente, o primeiro-ministro Luís Montenegro é responsável pela gestão e administração do país.
No dia 8 de fevereiro o resultado da eleição não será nenhuma novidade, mas a grande questão será saber qual será a votação final do André Ventura, que nas próximas eleições legislativas sonha em ser primeiro-ministro de Portugal. É esperar para ver.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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