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Pandemia

Covid-19: Portugal inicia vacinação gratuita e facultativa

Entretanto, o SNS (Serviço Nacional de Saúde) recomenda à população a sua utilização. O governo português tem se esforçado para garantir informação à população sobre as vacinas

Publicado em 01 de Janeiro de 2021 às 06:00

Públicado em 

01 jan 2021 às 06:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães Fernando Manhães
Pfizer anunciou que a vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19
Num primeiro momento, Portugal conta com 4,5 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Pfizer Crédito: Reuters/Folhapress
Começou no domingo passado a vacinação da população portuguesaPortugal junta-se à comunidade europeia no combate à Covid-19, que numa demonstração de unificação, iniciou a vacinação, quase ao mesmo tempo, em todos os países integrantes da zona do Euro. Alguns países iniciaram no sábado passado e outros só na última segunda-feira.
Como na maioria dos países, a vacina é gratuita e facultativa. Entretanto, o SNS (Serviço Nacional de Saúde) recomenda à população a sua utilização. O governo português tem se esforçado para garantir informação à população sobre as vacinas, desde que as pessoas sejam elegíveis de acordo com as indicações clínicas aprovadas para cada vacina comprada pela União Europeia. 
A Comissão Europeia fechou acordos com seis fabricantes. No momento, as vacinas disponíveis são da Pfizer, com 200 milhões de doses, cabendo a Portugal 4,5 milhões de doses. Num segundo momento, serão da Moderna, com 80 milhões de doses, ficando a população portuguesa com 1,8 milhões de doses.
O plano de vacinação de Portugal segue com a evolução do conhecimento científico e das indicações e contraindicações que venham a ser aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos, segundo o SNS. Ele está dividido em três fases distintas: a primeira que está prevista para todo o mês de janeiro é vacinar profissionais de saúde, das forças armadas, profissionais e residentes de lares de pessoas idosas e profissionais e pacientes da rede nacional de cuidados continuados. Ainda na primeira fase, iniciando em fevereiro, serão vacinadas as pessoas maiores de 50 anos com alguma das seguintes doenças: insuficiências cardíacas, doença coronária, insuficiência renal e doença respiratória crônica.
Já na segunda fase, que tem previsão do seu início em abril, serão vacinadas: pessoas com mais de 65 anos que ainda não tenham sido vacinadas, pessoas entre 50 e 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das patologias: diabetes, neoplasia maligna, doença renal crônica, insuficiência hepática, hipertensão arterial, obesidade e outras patologias com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente.
Por fim, a terceira e última fase, possivelmente a partir do mês de maio, para todo o restante da população elegível à vacina. É bom lembrar que menores de 16 anos de idade estão fora desse calendário de vacinação. Importante frisar, que o SNS enviou para toda a população uma mensagem de texto contendo informações sobre o calendário de vacinação, com um simulador e informações necessárias para o conhecimento pleno das vacinas.
A vacinação só está no início. A pandemia não acabou e os cuidados devem ser mantidos. Por isso mesmo, o governo estuda quais medidas deverão ser editadas a partir do dia 7 de janeiro, quando vencem as atuais medidas que até aqui estão contendo a expansão do vírus nas festas de fim de ano.

Fernando Manhães

Fernando Manhães Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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