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Pandemia

Com o coronavírus, vivemos uma era de incerteza

Apesar do início da vacinação em alguns países, ainda haverá um longo caminho a ser percorrido

Publicado em 18 de Dezembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

18 dez 2020 às 05:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

Coronavírus
O mundo já não é mais o mesmo por causa da Covid-19 Crédito: rawpixel.com/Freepik
O mundo vive um momento muito delicado do ponto de vista de saúde pública e econômica. Com o surgimento da pandemia da Covid-19, muitas medidas de natureza restritiva foram adotadas por diversos países. Entretanto, as consequências dessas restrições vão muito além. Vivemos num mundo totalmente globalizado em que o vírus se espalhou pelas cidades e que surtos como esse podem fazer parte do nosso convívio.
Tudo isso nos abala de uma certa forma: para alguns afeta o psicológico, para outros impacta nas questões sociais, e para outros influencia nas questões econômicas e financeiras. O fato é que independentemente do prisma pessoal, onde há muitas mudanças, certamente o comportamento humano passará por diversas transformações. 
Muitas dessas mudanças já estão acontecendo e outras acontecerão, seja pelo afastamento ou isolamento social ou pela privação da liberdade em função da quarentena. O mundo já não é o mesmo. Com o início da vacinação e a retomada econômica, os países, principalmente da Ásia e da Europa, estão lentamente estimulando suas atividades sociais, educacionais e empresariais. Ainda assim, vivemos uma era de pura incerteza.
Do ponto de vista econômico, o reflexo mais claro dessa pandemia é a recessão econômica e as perdas de postos de trabalho que o mundo vem sofrendo. E de que quantitativo estamos falando? Ninguém sabe exatamente. Vivemos com a insegurança do novo e do inesperado, com uma mistura de esperança para mantermos os mesmos hábitos de consumo e os mesmos costumes. Queremos voltar simplesmente à nossa vida. Sinceramente, não creio nesse novo normal.
Então, que tal fazermos diferente? Como disse o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, ao invés de voltar ao normal, que tal tornar a sociedade melhor? Revitalizar os valores de coletividade. Adquirir novos hábitos de colaboração, por exemplo, procurando sermos melhores juntos. Utopia? Pode ser. Porém a plenitude da revolução digital foi experimentada de forma abrupta pelas empresas e pela maioria de nós. 
De um momento para o outro, muitas empresas deixaram seus espaços físicos e deram continuidade aos trabalhos em home office, sem ter tempo de planejar nada. De uma hora para outra, muitas delas fecharam e outras se arrastam com o que têm, como a única forma de sobrevivência. De repente as pessoas passaram a ter notoriedade em suas lives, nem sempre relevantes, que abundaram na grande rede. Passaram a conhecer mais sua casa. Fizeram centenas de videoconferências. Adquiriam novos hábitos e costumes.
E as incertezas não param por aqui. Segunda onda no Brasil. Terceira na Europa. Apesar do início da vacinação, ainda haverá um longo caminho a ser percorrido. Psicologicamente nosso desafio será ainda maior. Com o isolamento, o distanciamento social e a ansiedade por tudo isso, teremos novas mudanças no nosso dia a dia. O fim do ano está chegando. Renovemos nossas esperanças na ciência e no futuro. Serão novos e profundos desafios, nos quais não seremos meros expectadores e sim, atores relevantes. E mais do que isso: seremos aprendizes.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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