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Pandemia

Brasileiros vivem os impactos do coronavírus em Portugal

Muitos brasileiros que se encontram em trânsito em Portugal tiveram seus voos cancelados, impedindo o retorno imediato para o Brasil. Além disso, muitos dos que moram aqui perderam seus empregos

Públicado em 

14 abr 2020 às 05:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

Portugal
Portugal Crédito: Divulgação
Embora os números da pandemia tenham abrandado nos últimos dias em Portugal, a situação de muitos brasileiros no país é extremamente instável. O governo socialista prorrogou o decreto de estado de emergência até o dia 17 de abril, e tem dado a entender, pelo presidente da República Marcelo Rebelo de Souza, que mandará para assembleia da República um decreto que poderá prorrogar novamente esse prazo até 1º de maio.
O fato é que o governo tem tomado diversas medidas de natureza econômica visando atenuar os efeitos perversos de uma quarentena necessária, porém prolongada. Como consequência disso tudo, muitos brasileiros que se encontram em trânsito em Portugal tiveram seus voos cancelados, impedindo o retorno imediato para o Brasil. Além disso, muitos dos que moram aqui perderam seus empregos.
Os mais de 800 brasileiros que ficaram retidos em função da redução ou mesmo dos cancelamentos dos voos para o Brasil estão conseguindo aos poucos normalizar a sua situação com voos partindo de Lisboa. O Consulado Brasileiro tem orientado os brasileiros a se deslocarem para Lisboa, uma vez que os voos que partiam de Porto foram todos cancelados, e que façam o deslocamento com a garantia de que dispõe de um bilhete aéreo válido, para não terem problemas no embarque. O governo brasileiro também negocia voos extras com o governo português e companhias aéreas para atender a essa demanda represada.
Por outro lado, os brasileiros que vivem em Portugal e perderam seus empregos ou mesmo ficaram sem trabalho em função do isolamento social, não são cobertos por algumas das medidas editadas pelo governo. Isso ocorre porque muitos têm empregos precários, sem contrato de trabalho e, consequentemente, sem estabilidade. São os chamados “recibos verdes”.
Nessa conta não entram os brasileiros que não possuem uma situação regularizada no país. Sem dinheiro e moradia, eles não têm perspectiva de serem atendidos por algumas das medidas do governo. Além disso, com o comércio praticamente fechado, muitos dos que trabalham em cafés e restaurantes acabaram sendo dispensados.
Contudo, o isolamento social e a quarentena aplicada antecipadamente por Portugal caminha para comprovar que, no ponto de vista da saúde pública, está conseguindo achatar o pico da curva da pandemia e que, além de cuidar das pessoas que necessitam de auxílio médico, terá que cuidar da recuperação econômica do país.
Enquanto isso, a comunidade europeia não chega a um acordo sobre a ajuda financeira aos países mais atingidos, embora o Eurogroup tenha sinalizado com um apoio financeiro. A questão é que todos serão atingidos, mas as desigualdades econômicas dos países do bloco do euro ainda são muito distintas e o nível de endividamento também são muitos dispares. No fundo quem mais precisa acaba recebendo menos.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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