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Coronavírus

Após isolamento, economia pode manter hábito do baixo contato

Até que se encontre uma vacina, pessoas tenderão a evitar aglomerações e ficar mais em casa, o que abre oportunidades para produtos e serviços que suportam essas práticas

Públicado em 

18 abr 2020 às 05:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

Distanciamento social por causa do coronavírus
Distanciamento social por causa do coronavírus Crédito: Divulgação
O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, que aparece sempre ao lado de Trump na TV, disse que muita coisa vai mudar nos costumes depois da pandemia, inclusive até o hábito de nos cumprimentarmos apertando as mãos. Imaginamos nós, então, com nossos calorosos abraços e beijos, será que muda?
O fato é que, por muito tempo, pelo menos até aparecer uma vacina, todos nós - ou pelo menos os que têm alguma noção - estaremos muito cuidadosos com as aglomerações. Lembramos de estádios de futebol, shows de música, festas religiosas, eventos empresariais, bailes funk, festas populares, congressos, feiras e seminários, cultos, casamentos, formaturas, aniversários, cinemas, teatros, restaurantes, aviões, shoppings, ônibus, trens, metrôs e praias lotadas.
Essas aglomerações geram receita para empresas de serviço, industriais ou comerciais em turismo, mobilidade, alimentação, entretenimento, esporte, vestuário, publicidade, comunicação e eventos, entre outros.
Como ficarão essas atividades ao longo de todo o ano de 2020, e talvez mais um pouco - ou para sempre -, mesmo depois de liberados do atual isolamento social?
Podemos entrar na chamada economia de baixo contato (low touch economy) com novos hábitos, negócios, regulamentações, oportunidades e ameaças.
As pessoas tenderão a ficar mais em casa, seja para lazer ou trabalho, até porque muitos vão se acostumar ao home office, e as empresas aprenderão a administrar esse relacionamento. Isso reduzirá a demanda por vestuário, sapatos, alguns cosméticos, transportes e automóveis e aumentará por ingredientes e equipamentos para cozinha, móveis, filmes, jogos, equipamentos de informática, livros, cursos on-line, material de limpeza, delivery de restaurante, supermercado e farmácia, ecommerce de tudo e animais de estimação.
Haverá maior preocupação com saúde, esportes e academias, check-ups e higienização de ambientes. O turismo pode se concentrar mais nas proximidades das regiões metropolitanas porque viagens ao exterior estarão limitadas, bem como a locomoção por avião. Essas atividades apontam para outros produtos e serviços que suportam essas práticas. Certamente, como em outras crises, haverá nova fase de crescimento em um novo ambiente. Que cada um se prepare para aproveitar a retomada.

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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