Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Experiência

O fim da minha missão nos EUA: um ciclo se fecha e outro se inicia no ES

Retorno com a gigantesca responsabilidade de, como Superintendente Regional da Polícia Federal, liderar a qualificadíssima equipe da PF no Espírito Santo

Publicado em 17 de Julho de 2021 às 02:00

Públicado em 

17 jul 2021 às 02:00
Eugênio Ricas

Colunista

Eugênio Ricas

Polícia Federal
Sede da Polícia Federal em São Torquato, Vila Velha Crédito: Carlos Alberto Silva
Nesta semana fechei mais um ciclo em minha vida pessoal e profissional. Depois de quase três anos representando a Polícia Federal nos Estados Unidos, encerro a honrosa missão de ser o elo entre a PF brasileira e as agências de segurança americanas.
Foi uma experiência absolutamente incrível, sob todos os aspectos. Neste período, tive oportunidade de trabalhar em parceria com as mais qualificadas instituições policiais do mundo. Apenas a título de exemplo, atuando lado a lado com o FBI (Federal Bureau of Investigation), auxiliamos uma equipe da PF em Brasília na investigação e prisão de um israelense acusado de viabilizar o comércio de armas, drogas, pornografia infantil e outros tantos tipos de delitos praticados na chamada deep web.
Com a ICE (Imigration and Customs Enforcement), realizamos inúmeras investigações que culminaram com a prisão de acusados de traficar armas, enviando fuzis e outros armamentos para o Brasil. Também atuamos de forma incisiva no combate a quadrilhas que traficavam seres humanos do Brasil para os Estados Unidos.
Em parceria com a CBP (Customs and Boarder Protection), desenvolvemos um modelo de atuação que tem contribuído para alcançar coiotes e membros de organizações criminosas especializadas em facilitar a entrada ilegal de brasileiros nos Estados Unidos. Vale mencionar que as pessoas que aceitam o serviço disponibilizado pelos coiotes se colocam em situação de intensa vulnerabilidade, e se submetem a uma série de outros crimes, como homicídio, estupro, extorsão, etc.
Com a FWS (Fish and Wildlife Service), atuamos de forma muito ativa na repressão ao tráfico de madeiras brasileiras e também na repressão ao tráfico de animais silvestres.
Com a DEA (Drugs Enforcement Administration) trocamos inúmeras informações de inteligência que contribuíram para a apreensão de grandes quantidades de drogas. Também auxiliamos em ações que miraram o patrimônio das organizações criminosas, descapitalizando e diminuindo o poder dos traficantes.
Com a LAPD (Los Angeles Police Department) auxiliamos o contato com as Polícias Civil e Militar do Espírito Santo, contribuindo para a investigação e localização de dois jovens suspeitos de matar covardemente uma garota na Califórnia. Ainda hoje, inclusive, os assassinos se encontram presos, aguardando julgamento no Espírito Santo.
E isso não é tudo! Auxiliamos na obtenção de treinamentos, na aquisição de equipamentos, na assessoria ao embaixador do Brasil nos EUA, enfim, foi uma experiência incrível e que impactou, de forma efetiva, na segurança pública brasileira.
O tempo vivido nos EUA me mostrou como o sistema público de saúde brasileiro é muito melhor que o americano. Por outro lado, me mostrou também o quanto precisamos e podemos evoluir nas áreas de segurança, educação, planejamento das nossas cidades, acessibilidade, saneamento básico e em tantas outras.
No campo pessoal a experiência também foi sensacional. Vi meu filho mais velho se tornar totalmente fluente em inglês e integrado com os amigos americanos. Aqui nasceu minha filha caçula, uma das maiores alegrias que tivemos nesses três anos. Foram, realmente, incontáveis alegrias e realizações para mim e minha família.
Agora, passados três anos, retorno ao Brasil e ao Espírito Santo para mais uma missão. Fecho um ciclo com a sensação de dever cumprido e com o coração cheio de gratidão por ter a convicção de ter sido grandemente abençoado durante esse período em outro país. Retorno com a gigantesca responsabilidade de, como Superintendente Regional da Polícia Federal, liderar a qualificadíssima equipe da PF no Estado.
Volto muito animado ao Espírito Santo, onde praticamente iniciei minha carreira na PF, há 18 anos, e que me acolheu tão bem, fazendo-me sentir em casa. Estado onde tive a oportunidade de servir como secretário da Justiça e secretário de Controle e Transparência, e onde, agora, estarei ombreado com todos os policiais federais do Espírito Santo para ajudar a construir um Estado mais pacífico e seguro e, obviamente, com menos corrupção!

Eugênio Ricas

É delegado de Polícia Federal, ex-secretário de Segurança Pública do ES e diretor de Controle Interno da Interpol

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Câmeras particulares podem ser integradas ao videomonitoramento da polícia no ES
Imagem de destaque
Suspeita de matar casal em Minas Gerais teria fugido para o ES
Segurança
Eleições no ES: Ferraço diz que escolha de vice será 'decisão coletiva'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados