Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Combate ao crime

Como o modelo de força-tarefa pode revolucionar a segurança pública capixaba

Estrutura abrigará cerca de 30 agentes, de todas as forças, trabalhando ininterruptamente, trocando informações, realizando investigações, apreensões e prisões de criminosos no Espírito Santo

Publicado em 28 de Agosto de 2021 às 02:00

Públicado em 

28 ago 2021 às 02:00
Eugênio Ricas

Colunista

Eugênio Ricas

Operação Voitheia II da Polícia Federal
Polícia Federal em atuação Crédito: Divulgação/ PF AM
O termo força-tarefa foi utilizado, inicialmente, pela Marinha dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. A estratégia pretendia organizar o ajuntamento de várias forças navais temporárias, de forma a aumentar a flexibilidade e a efetividade das tropas.
Posteriormente, o conceito criado pela Marinha passou a ser adotado pelo Exército e, também, no meio civil, para designar equipes ou grupos destinados a cumprir uma missão específica. Em razão de sua efetividade, várias agências de segurança passaram a adotar o modelo de força-tarefa nos EUA.
A título de exemplo, vale citarmos a EPIC (El Paso Intelligence Center). Criada em 1974 e administrada pela DEA (Drugs Enforcement Administration), a estrutura se localiza em El Paso/TX, na fronteira com o México, e conta com a participação de 21 instituições e países trabalhando em conjunto. Entre os objetivos principais, estão oferecer suporte tático, operacional e inteligência estratégica aos órgãos federais, estaduais, municipais e, até mesmo, a outros países. A própria Polícia Federal conta com uma cadeira na EPIC, o que viabiliza um intenso e célere intercâmbio de informações.
Outro exemplo que merece ser citado, pois também conta com representação da Polícia Federal do Brasil, é o NTC (National Targeting Center). Situada na região de Washington DC e administrada pela CBP (Customs and Boarder Protection), a força-tarefa, que foi criada após o atentado de 11 de Setembro, controla todo o fluxo de cargas e pessoas que ofereçam algum tipo de risco à segurança americana. São centenas de profissionais, de diversas instituições e países trabalhando em conjunto, trocando informações e trazendo excepcionais resultados para a segurança dos EUA e dos países parceiros.
A última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que seis cidades do Espírito Santo registraram taxas de homicídios superiores à media nacional. Na última quinta-feira (26), a imprensa divulgou a ocorrência de tiroteios em Nova Rosa da Penha, Morrinhos e Nova Esperança, em Cariacica. Em apenas 24 horas, a violência deixou um saldo de dois mortos e três baleados. As apreensões de armamentos de grosso calibre e a recorrência de tiroteios têm sido uma constante nos últimos tempos.
Diante de tal cenário e cientes de que a segurança pública é, nos termos do artigo 144 da Constituição, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, estamos propondo, aqui no Espírito Santo, a criação de uma força-tarefa para combater o tráfico de armas e drogas e, por consequência, os crimes violentos.
A idéia se baseia em experiências bem-sucedidas no Brasil e em outros lugares do mundo, notadamente, nos EUA, onde o conceito de força-tarefa é amplamente utilizado para se atacar problemas complexos com maior eficiência e flexibilidade.
Coordenada e totalmente custeada pela Polícia Federal, a força-tarefa proposta pretende contar com a presença da própria PF, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal (Sistema Prisional) e das Guardas Civis de Vitória e Vila Velha. A estrutura abrigará cerca de 30 agentes, de todas as forças, trabalhando ininterruptamente, trocando informações, realizando investigações, apreensões e prisões de criminosos no Espírito Santo.
A iniciativa, pioneira em nosso Estado, tem o potencial de revolucionar a segurança pública capixaba. Com foco em um objetivo comum (que é o combate ao crime), sem busca por protagonismos e trabalhando de forma integrada, sistemática e com apoio das tecnologias existentes, poderemos superar o fantasma da violência, que insiste em nos assombrar todos os dias. Unidos venceremos o crime!

Eugênio Ricas

É superintendente regional da Polícia Federal no Espírito Santo, ex-secretário da Justiça e ex-secretário de Controle e Transparência do Espírito Santo, mestre em Gestão Pública pela Ufes

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Natália Alves da Silva e o filho dela, Pietro Valentim Alves da Silva, de 6 anos, desapareceram em Alegre
Mãe e filho desaparecem após passeio em Alegre
Imagem de destaque
Suspeitos de furto uma propriedade rural em Pinheiros são presos
Ministro André Mendonça preside sessão da 2ª turma do STF.
André Mendonça vota a favor da lei antigênero em escolas do ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados