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Epidemia

Monkeypox: sexta morte no Brasil acende o alerta para a prevenção

Espalhe para seus contatos que a monkeypox está causando doença e morte no Brasil e divulgue as formas de prevenção

Publicado em 13 de Outubro de 2022 às 02:00

Públicado em 

13 out 2022 às 02:00
Ethel Maciel

Colunista

Ethel Maciel

Varíola dos macacos: doença tem se espalhado pelo mundo
Varíola dos macacos: doença tem se espalhado pelo mundo Crédito: Shutterstock
A epidemia de monkeypox segue descontrolada no Brasil. Em meio à campanha eleitoral, a doença permanece esquecida e com pouca divulgação das estratégias de controle.
O Ministério da Saúde informou até 12 de outubro um total de 8.521 casos. Estamos com seis óbitos pela doença no Brasil. Foram 5 até esta terça-feira (11), e na quarta (12) foi confirmada a primeira morte em São Paulo. Ainda que todos os óbitos até o momento tivessem outras doenças debilitantes, o vírus da monkeypox é a causa do óbito e isso é preocupante.
O óbito ocorrido em São Paulo nesta quarta-feira (12), por exemplo: o paciente tinha 26 anos, estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto, possuía diversas comorbidades e passava por tratamento com antivirais para uso emergencial em pacientes graves, mas infelizmente não resistiu à doença.
Isso agrega algumas preocupações que devem ser observadas como: trabalhar a não estigmatização no processo de comunicação de risco; realizar a capacitação da rede privada (fluxo de notificação e atenção da vigilância epidemiológica) principalmente, nas cidades do interior que ficam fora dos grandes centros; ter um diagnóstico laboratorial oportuno, com técnica adequada e de qualidade e capacitar também a rede pública para acolher, diagnosticar e tratar de forma oportuna os casos que tiverem indicação.
Seguindo uma tendência de outros países, começamos a ver também no Brasil a redução do registro de novos casos de monkeypox nas últimas semanas. Importante pontuar que a atual epidemia não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e a maior prevalência é de transmissão de contato íntimo e sexual.
Para que possamos evitar o aumento sustentado de casos, a prevenção é a melhor estratégia, portanto deve-se:
  • Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
  • Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;
  • Higienizar as mãos com água e sabão e usar o álcool a 70%;
  • Evitar o compartilhamento de roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou sexuais;
  • Usar máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e os contatos desses casos.
Se você tem dúvida de como saber que a pessoa tem a doença, pela demora com que a confirmação diagnóstica tem caminhado no Brasil (em média dez dias para o resultado do teste), fique atento aos sintomas:
  • O principal sintoma é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas, que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus;
  • Caroço no pescoço, axila e virilhas;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Cansaço;
  • Dores musculares;
Infelizmente, estamos em um cenário político contaminado que deixa a população sem informação de qualidade. Por isso, espalhe para seus contatos que a monkeypox está causando doença e morte no Brasil e divulgue as formas de prevenção e os principais sintomas, assim, de posse dessas informações, cada um e cada uma pode fazer melhores escolhas sobre sua saúde.
E lembre-se a ciência já avançou muito para nos ensinar a nos proteger. É hora de fazermos nossa parte como cidadãos.

Ethel Maciel

É enfermeira. Doutora em Epidemiologia (UERJ). Pós-doutora em Epidemiologia (Johns Hopkins University). Professora Titular da Ufes. Aborda nesta coluna a relação entre saúde, ciência e contemporaneidade

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