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Superação

“Não estou inteiro. E daí? O importante é estar de pé”

Confira o depoimento do jornalista Alexandro Xavier, de 47 anos, que perdeu uma perna ao ser atingido pelo carro de um motorista bêbado, em 2005, e encontrou na filha mais um motivo para viver

Publicado em 21 de Março de 2020 às 20:15

Públicado em 

21 mar 2020 às 20:15
Coluna da Fé

Colunista

Coluna da Fé

Alexandre com a filha Helena e a mulher, Rose Crédito: Arquivo pessoal
Enfrentar o afastamento social em tempos de pandemia do coronavírus não é fácil. Com certeza, para algumas pessoas o período vai ser mais complicado. A partir de hoje, a Coluna da Fé vai contar as histórias de pessoas que enfrentaram problemas e que provam que é difícil, mas não impossível, superar uma situação limite. Vem, conta sua história também! Vem mostrar que é possível!
“Em 2005, eu renasci. Renasci, mas com um parto cheio de complicações. Eu estava de moto e fui atingido por um motorista bêbado que estraçalhou minha perna esquerda. O boletim policial cita uma diferença de 10 metros entre o local da colisão e o lugar para onde fui arremessado. Não desmaiei. Fiquei consciente e acordado até ser anestesiado na sala de cirurgia. Quem diz que dependendo da dor, você não sente, está equivocado. Foi uma dor absurda. Acordei no outro dia grato pelo que tinha preservado.
Alexandre Xavier, jornalista Crédito: Arquivo pessoal
Apesar de o médico avisar que tinha praticamente uma perna inútil, foram três meses internado tentando tratar uma infecção no osso. Três meses em que eu daria o mundo por umas gotas de chuva na pele. Após mais três meses, e tendo a noção de que o importante era minha vida: decidi pela amputação. Era um cara fisicamente ativo. Jogava futebol, caminhava grandes distâncias e subi o monte Mestre Álvaro algumas vezes. Numa delas até fiz um texto pro Jornal A Gazeta.
Minha vida mudou. Algumas atividades não me são mais permitidas. Outras são feitas com adaptações. Mas sou grato por ter preservado o mais importante. Não estou inteiro,  e daí? O importante é estar de pé. Vivo com minha esposa, Rose, também sobrevivente do acidente, e com nosso bem mais precioso, que veio depois disso, nossa filha Helena, hoje com oito anos.
Alexandre, Rose e a filha Helena Crédito: Arquivo pessoal
Acredito que Deus tinha uma missão pra mim. Não completada. Penso na minha filha. Nela ser essa missão. Penso que ela terá um papel importante nesse mundo, em ajudar as pessoas que precisam. Ela é muito coração. Nesse precisar, incluo pessoas negras como ela, que sofrem com a desigualdade brasileira.
O acidente me fez também ter um outro olhar sobre o mundo. O olhar dos obstáculos que são quase invisíveis para as pessoas normais e são verdadeiros muros para quem tem mobilidade baixa. Obstáculos físicos como calçadas, mas outros também, como acesso ao mercado de trabalho e educação. Superamos o acidente com força, amor e fé! Superaremos o coronavírus!”

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