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“Minha filha me ensinou a ter fé”

A jornalista Anna Carolina Passos conta como um problema de saúde enfrentado por sua filha Valentina, de 6 anos. a ensinou a ter fé em Deus. “Nessa caminhada, aprendi que uma vida de fé não significa só de alegrias. Mas quando a tristeza vem, é impressionante o quanto nos sentimos protegidos”.

Publicado em 25/03/2020 às 20h20
Atualizado em 25/03/2020 às 20h20
Anna Carolina Passos e a filha Valentina, de seis anos. Crédito: Arquivo pessoal
Anna Carolina Passos e a filha Valentina, de seis anos. Crédito: Arquivo pessoal

Enfrentar o afastamento social em tempos de pandemia do coronavírus não é fácil. Com certeza, para algumas pessoas o período vai ser mais complicado. A Coluna da Fé está contando histórias de pessoas que enfrentaram problemas e que provam que é difícil, mas não impossível, superar uma situação limite. Hoje, veja o testemunho da Anna Carolina. Vem, conta sua história também! Vem mostrar que é possível!

“Vou começar esse depoimento com uma constatação. Nunca fui uma mulher de fé! Eu rezava, pedia, agradecia, mas não tinha com Ele uma relação íntima. Portanto, acreditar em milagre, na cura, no divino... Não era pra mim.

Mas isso ficou no passado. E hoje entendo que o meu encontro com a fé não poderia ter vindo por outro caminho senão através da minha filha. Valentina seria mesmo o único instrumento capaz de me fazer passar a crer naquilo que não vemos, mas sentimos.

Em 2018, ela começou a apresentar problemas de ouvido – a secreção nasal instalou-se no tímpano e não saía, causando uma pequena perda auditiva. Os médicos falavam numa cirurgia para reverter o quadro e eu entrei num processo de negação! Foram meses de angústia e a maior lembrança que tenho daquela época era o quanto chorava.

Mas, então, duas situações começaram a mudar aquela relação ainda tão pouco íntima. A primeira aconteceu numa conversa com minha cunhada, Marcele. Ela me disse: ‘Tenho certeza que Valentina vai ficar curada!’. E suas palavras tinham tanta força que me até hoje, ao repeti-las, eu me arrepio. E a outra foi num encontro do Movimento Mães que Oram pelos Filhos. Ouvi de uma colega: ‘Não há nada mais forte que a oração de uma mãe’.

Valentina fez a cirurgia em 19 de março de 2019. O procedimento foi um sucesso, mas enfrentamos uma infecção menos de 15 dias depois. Primeira batalha. Vencida! Nesse meio tempo, soubemos que ela poderia ter que repetir o procedimento. E mesmo diante daquela possibilidade, optei por viver sem me entregar à ansiedade, à angústia, às dúvidas. Deu certo!

Nessa caminhada, aprendi que uma vida de fé não significa só de alegrias. Mas quando a tristeza vem, é impressionante o quanto nos sentimos protegidos.

Minha filha ainda não entende quando digo a ela: ‘Filha, eu sou a mãe, mas você já me ensinou muito mais coisas do que eu a você.’ Mas um dia ela vai entender...”

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