Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Colunas
  • Clima "agitado" em Brasília com "a maluquice da CPMF"
Beatriz Seixas

Clima "agitado" em Brasília com "a maluquice da CPMF"

Para fonte do governo, proposta de reforma tributária tende a andar mais rápido com demissão de Marcos Cintra

Publicado em 11 de Setembro de 2019 às 18:33

Públicado em 

11 set 2019 às 18:33
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas Beatriz Seixas
Impostos Crédito: Reprodução | Internet
Brasília sempre é intensa, mas a demissão nesta quarta-feira (11) do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi mais uma pitada de como não existe monotonia na Esplanada. À coluna, uma fonte da equipe de Jair Bolsonaro (PSL) chamou o clima por lá de “agitado” e classificou como “maluquice” a ideia da criação da “CPMF”, um velho imposto travestido de novo.
Nesta quarta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, demitiu Cintra, após um integrante da sua equipe ter tornado público as propostas ligadas à reforma tributária, como cobrar 0,4% sobre os depósitos e saques bancários.
“Há males que vêm para o bem”, disse a fonte se referindo à demissão do colega. "A CPMF, por mais que pudesse ter uma justificativa técnica, não tinha a menor condição de insistir nisso. Maluquice”, avaliou.
Quando perguntei se os envolvidos nos projetos de governo estão falando línguas diferentes, a fonte reconheceu que há faíscas e alguns desentendimentos, mas justificou que isso é fruto da imensidão que é o governo federal com várias cabeças pensantes. “A máquina é muito grande, é difícil ter sempre total convergência.”
Enquanto alguns analistas veem a saída do secretário da Receita como um motivo para retardar o andamento da reforma tributária, internamente em Brasília a avaliação é diferente entre alguns grupos da equipe econômica.
“O lado bom é que a gente passa essa etapa de ficar discutindo coisa que não vai passar (no Congresso). Acho que (a reforma tributária) vai andar mais rápido. Quem atrasava era o Cintra tentando emplacar essa ideia (da CPMF). A CPMF era uma perna para bancar a desoneração da folha.”
Um integrante da equipe de governo explica que a CPMF era apenas uma das várias alternativas que vinham sendo estudadas e discutidas. Para ele, há o lado bom desse imposto, que é de “alcançar uma base ampla e simples”, mas também pontos ruins, “como a cumulatividade, o incentivo à desintermediação financeira e o custo político”, sendo esse último o que mais pesou no processo. 
Mesmo com toda a força que o debate sobre a CPMF ganhou nos últimos dias, a proposta de criar mais tributos é rechaçada pelo Planalto. “A ideia do governo é de menos imposto. Não há qualquer hipótese de aumento de impostos, muito pelo contrário”, garantiu a fonte.
Que assim seja e que o governo seja capaz de dar rumo ao que hoje ainda transparece estar desorientado.

Beatriz Seixas

Beatriz Seixas Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Trabalhadores morrem em deslizamento de terra em obra na Cariacica
Defesa Civil de Cariacica faz nova vistoria em obra onde quatro morreram soterrados
Dutos de distribuição de gás natural: ES Gás vai assumir distribuição no Estado
Moradores ficam sem gás após obra danificar rede em Colinas de Laranjeiras
A via foi interditada para o atendimento da ocorrência e liberada após a finalização dos trabalhos.
Colisão entre carreta e caminhão deixa um ferido na BR-101, em Linhares

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados