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Homenagem

Monumentos são a memória da luta e do luto na pandemia

Vivemos um momento muito difícil para a humanidade, difícil não se sentir tocado por alguma das tragédias que estão se desenvolvendo no mundo atualmente

Publicado em 16 de Março de 2022 às 02:00

Públicado em 

16 mar 2022 às 02:00
Brunela Vincenzi

Colunista

Brunela Vincenzi

Monumento aos Trabalhadores da Saúde na Orla de Camburi
Monumento aos Trabalhadores da Saúde na Orla de Camburi Crédito: Carlos Alberto Silva
A ideia de uma guerra que poderá envolver vários países no mundo, com o alerta do secretário das Nações Unidas feito nesta segunda-feira (14) de escalada para um conflito nuclear, nos fez esquecer o cenário de terra arrasada que temos no Brasil, desde 2020, causado pela pandemia de Covid-19.
Foram mais de 655.000 vidas ceifadas pelo vírus nefasto, este sim, inimigo mundial, daqueles perigosos efetivamente. Foram os esforços de inúmeros pesquisadores que possibilitaram a imunização de milhares de pessoas, por meio de vacinas rapidamente desenvolvidas, que nos permitiram relaxar algumas das medidas de proteção e combate ao vírus.
Agora, portanto, com a possiblidade de não mais usarmos máscaras em espaços públicos, onde não há aglomeração, devemos pensar em um momento de luto efetivo, uma oportunidade para as pessoas que sofreram com as perdas pela Covid tenham para refletir sobre a vida e a morte. Precisamos ter uma forma de compensar os abraços não dados, as despedidas não feitas e até mesmo os velórios negados.
Durante os anos de 2020, 2021 e agora o início de 2022 algumas iniciativas de homenagear e relembrar os mortos pela Covid, como aqueles que perdemos em uma batalha de guerra, foram feitas, mas aqui no Espírito Santo não tivemos efetivamente a construção de um lugar para o luto. Uma iniciativa que chegou ao meu conhecimento vai ser inaugurada agora no dia 26 de março para a constituição de um memorial público em homenagem a todos que se foram.
Trabalhar o luto é uma parte importante da vida do ser humano, sem uma despedida efetiva, não completamos o ciclo de vida e morte que nos envolve a todos na Terra. O projeto Árvore da Vida vai plantar uma árvore no final da Praia de Camburi, em Vitória, para homenagear aqueles que se foram e ao mesmo tempo vai propiciar um lugar de luto para os que ficaram e não puderam velar seus parentes e amigos mortos pela Covid.
Vivemos um momento muito difícil para a humanidade, difícil não se sentir tocado por alguma das tragédias que estão se desenvolvendo no mundo atualmente. O peso da guerra na Ucrânia, as imagens que nos chegam de milhares de refugiados, tudo isso aumenta o sofrer que viemos acumulando nos últimos anos sem que tenhamos tido uma real possibilidade de viver o luto.
Que estratégias como a da Árvore da Vida possam se prestigiadas e replicadas em outros municípios do Espírito Santo.

Brunela Vincenzi

Professora da Ufes, coordenadora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello ACNUR/ONU para refugiados e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ufes. Redes sociais: @brunelavincenzi

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