Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Quadro fiscal

Tesouro Nacional volta a dar nota máxima de bom pagador para o ES

Depois de rebaixar nota de capacidade de pagamento do Estado, passando de A para C, União voltou a conceder a classificação máxima para o governo capixaba

Publicado em 25 de Julho de 2020 às 05:00

Públicado em 

25 jul 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas Beatriz Seixas
Espírito Santo voltou a ter a melhor classificação do Tesouro em relação à sua capacidade de pagamento
Espírito Santo voltou a ter a melhor classificação do Tesouro em relação à sua capacidade de pagamento Crédito: Freepik
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o Espírito Santo sofreu idas e vindas em relação à sua situação fiscal junto à Secretaria do Tesouro Nacional.  No início de abril, o órgão - ligado ao Ministério da Economia - rebaixou a nota do governo capixaba em relação à sua capacidade de pagamento (Capag), mudando a classificação de A para a C. Poucos dias depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o rebaixamento do selo fosse suspenso e o Estado voltasse para o rol dos bons pagadores. 
Agora, mais de três meses depois das revisões, o Tesouro considerou que o Espírito Santo enquadra-se na classificação da nota máxima. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (24) por três membros do governo federal e consta na nota técnica nº 29783/2020 do Ministério da Economia
"Os resultados dos cálculos indicam que, embora a situação financeira do Estado tenha se deteriorado, o Espírito Santo deve continuar a atender ao requisito de elegibilidade do inciso I do art. 11 da Portaria MF nº 501, de 2017, e, por isso, não é necessária a revisão da sua classificação final de capacidade de pagamento, ou seja, o Estado mantém a CAPAG "A", até a conclusão da avaliação do Programa de Reestruturação de Ajuste Fiscal referente ao exercício financeiro de 2019", informa o documento. 
Apesar da conclusão dos técnicos da STN, no site do Tesouro, onde  constam três indicadores relacionados à situação fiscal dos entes subnacionais - endividamento, poupança corrente e índice de liquidez -, não é possível ver qual a nota que o Espírito Santo recebeu atualmente.  Na página (imagem abaixo) aparece a mensagem "simulação suspensa". Além do Estado, não é possível consultar a condição fiscal de São Paulo, Paraná, Acre e Pará.
Página do Tesouro Nacional ainda não atualizou a situação fiscal do ES até a noite de sexta-feira
Página do Tesouro Nacional ainda não atualizou a situação fiscal do ES até a noite de sexta-feira Crédito: Tesouro Nacional/Reprodução
O rebaixamento de nota A para C, em que D é o pior resultado na escala, aconteceu depois que o governo capixaba pediu, por meio da Ação Cível Originária (ACO) 3375, ao STF a suspensão do pagamento de dívidas junto à União, uma vez que o Estado sofreria forte deterioração da sua arrecadação, como reflexo da crise da Covid-19.
O não pagamento de uma dívida mensal da ordem de quase R$ 11 milhões foi autorizado pelo Supremo, e a decisão ainda previa que a suspensão não implicaria em prejuízo para a condição fiscal do Estado. Mas no entendimento do Tesouro Nacional, ao relatar que não teria capacidade de quitar o débito, o Estado demonstrou que ele não conseguiria honrar com os seus compromissos financeiros. Foi justamente esse impasse que fez com que nos últimos meses existisse a indefinição quanto à classificação do Espírito Santo que, nos dois últimos anos, foi o único a conquistar a nota máxima da Capag
Ao manter o selo A, o Estado continua apto a tomar crédito junto à União, além de manter o status como referência nacional em relação ao seu quadro fiscal.  Mas, mesmo assim, é preciso não perder de vista que a previsão de queda para a arrecadação em 2020 é grande.
A projeção feita em abril pela equipe do Palácio Anchieta foi de que neste ano a receita vai sofrer um baque de R$ 3,4 bilhões. Já o Tribunal de Contas (TCES) divulgou, no último dia 22, que calcula perdas de R$ 1,4 bilhão em relação ao ano de 2019. Os números ainda estão bem diferentes, mas fato é que a perda será bilionária e, por mais que o Estado tenha recuperado a sua nota A, em meio à pandemia do coronavírus, essa é uma classificação que pode mudar a qualquer momento.  

Beatriz Seixas

Beatriz Seixas Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente de moto na BR 262 em Irupi
Motociclista morre ao cair em valeta na BR 262, no Caparaó no ES
Convenção Nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) que oficializa a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição para a Presidência da República, em São Paulo (SP)
Lula se lança à reeleição e diz que não quer ser presidente do Bolsa Família
Imagem de destaque
Torta de manteiga escocesa: aprenda a fazer o doce do desenho "Pica-Pau"

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados