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Mármore e granito

Setor de rochas aposta em crescimento e contratações em 2021

Levantamento feito pelo Centrorochas e Sindirochas mostra que 75% das empresas do segmento têm expectativa de alcançar resultados melhores do que os registrados em 2020

Públicado em 

07 fev 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Profissionais do setor de rochas durante atividade em fábrica capixaba
Profissionais do setor de rochas durante atividade em fábrica capixaba Crédito: Granales Mineração/Divulgação
Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, grande parte das empresas do setor de rochas ornamentais do Espírito Santo e do Brasil conseguiu atravessar bem 2020 e colher bons resultados, uma vez que houve crescimento da demanda tanto no mercado interno quanto externo. Agora, para 2021, as expectativas são mais otimistas. 
Empresas do ramo apostam no crescimento dos resultados, na contratação de mão obra, em novos investimentos e na expansão dos negócios. É o que mostra um levantamento feito, entre os dias 22 e 30 de janeiro, pelo Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) e pelo Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (Sindirochas). 
De acordo com a pesquisa,  75% das empresas ouvidas têm expectativa de crescer neste ano na comparação com 2020 e quase metade delas espera uma alta nas vendas entre 11% e 25% no confronto com o ano passado. 
O otimismo é reforçado pelo percentual de companhias que planeja fazer investimentos: 69%. Entre este grupo, os recursos vão ser direcionados para a compra de equipamentos de beneficiamento (42%), para a qualificação de mão de obra (25%), para a melhoria ou ampliação de instalações físicas (25%), para o desenvolvimento e aquisição de software de gestão (14%), além da compra de equipamentos para pedreiras (11%).
Com as boas perspectivas para o segmento de rochas ornamentais, 62% dos empresários programam aumentar o quadro de pessoal ainda no primeiro semestre. Os demais consideram que a quantidade de empregados se manterá estável em 2021.
O Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), único terminal de contêineres do Estado, é administrado pela empresa Log-in Logística.  Por lá passam eletrodomésticos, insumos para a indústria de mineração e siderúrgica, e outros.
Movimentação de blocos de rochas no TVV, terminal que faz parte do complexo do Porto de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva

MERCADO EXTERNO

Entre as empresas com atuação nos mercados interno e externo, a conclusão é de que o ano de 2020, em relação ao de 2019, foi de crescimento para 80% delas, ficou estável para 11% e registrou queda para 9%. Já estas mesmas empresas quando avaliaram a realidade do mercado externo na mesma base de comparação, indicaram que: houve crescimento (57%), ficou estável (34%) e apresentou queda (9%). Ou seja, a demanda doméstica trouxe resultados mais satisfatórios em 2020.  

PREOCUPAÇÕES COM A PRODUÇÃO

Ainda que haja otimismo e boas perspectivas para o segmento de rochas ornamentais, empresários estão preocupados com a disponibilidade de insumos e de outros pontos que garantam uma produção contínua. O risco de enfrentar problemas em 2021 foi citado por 50% dos participantes da pesquisa. A falta de matéria-prima (23%) foi a principal dificuldade apontada, seguida pela falta de insumos (19%) e falta de capacidade instalada (19%), falta de mão de obra qualificada (12%), falta de capital de giro (6%) e outras dificuldades (10%).

EMPRESAS PARTICIPANTES

O levantamento aconteceu via formulário eletrônico, com participação de empresas localizadas no Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Ceará, e atuação simultânea nos mercados interno e externo (67%), apenas mercado interno (19%) e somente no mercado externo (13%).

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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