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Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

"Reforma tributária não pode cometer mesmo erro da previdenciária", diz Casagrande

Para o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), mudanças em relação aos impostos devem ser mais amplas do que as propostas pelo ministro Paulo Guedes

Publicado em 28/07/2020 às 05h00
Atualizado em 28/07/2020 às 05h02
Governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB)
Governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB). Crédito: Rodrigo Araujo/Governo do ES

reforma tributária envidada pelo governo federal ao Congresso na última terça-feira (21) é considerada pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), como insuficiente.

Para ele, é necessário que as novas regras contemplem mudanças não só no âmbito federal, mas inclua também reformas nos tributos estaduais e municipais. O chefe do Executivo capixaba pondera que o país pode incorrer no mesmo erro da reforma previdenciária.

Renato Casagrande

Governador do Espírito Santo

"Vamos conversar com os governadores e as respectivas bancadas para tentar incorporar na proposta todos os tributos. Se nós pudermos não cometer o mesmo erro da Previdência, e, desta vez, fazermos uma reforma única, é o melhor caminho. A reforma da Previdência foi feita nesse formato (por partes) e até hoje não tiveram mudanças nas regras em todos os Estados e municípios"

Na avaliação de Casagrande, a adoção de medidas fatiadas faz com que a federação fique sem uniformidade e isso comprometa a competitividade do país como um todo. Apesar de defender que a reforma deva ser ampla, o governador do Estado reconhece que a pauta é delicada e mais complicada de ser aprovada do que a própria reforma das aposentadorias.

“É um tema difícil de votar. Eu compreendo a posição do ministro Paulo Guedes, de tentar resolver a questão federal. Mas precisamos avançar em todos os tributos. Nem sempre o ideal é possível, mas vamos trabalhar para simplificar o máximo de impostos”, defendeu Casagrande.

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