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Jornalista de A Gazeta. Há 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica.

Petrobras pode reduzir número de trabalhadores em plataformas

Fontes acreditam que nova estratégia da companhia, com transformação digital, pode representar um monitoramento a distância

Publicado em 29/09/2019 às 18h56
Atualizado em 05/03/2020 às 18h19
Plataforma de petróleo. Crédito: Agência Petrobras
Plataforma de petróleo. Crédito: Agência Petrobras

O anúncio feito pela Petrobras de atualização da “Visão, do Propósito e das Estratégias para o Novo Plano 2020-2024”, dá uma pista de que a estatal pode estar se preparando para desocupar, ao menos em parte, suas plataformas do offshore. No comunicado, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, trata a “transformação digital como uma poderosa alavanca para a realização de ganhos de produtividade e redução de custos”.

Na prática, uma fonte acredita que isso significará tirar as salas de controle das embarcações e passar a fazer o monitoramento a distância. “A operação fica a bordo, mas toda a equipe responsável pela parte de inteligência desembarca. Isso não compromete a segurança e a empresa ainda consegue reduzir custos”, afirmou uma fonte ligada à Petrobras.

Centro de Operações Integradas (COI) da Petrobras. Sala de monitoramento das atividades fica na sede da companhia em Vitória. Crédito: Petrobras/Divulgação
Centro de Operações Integradas (COI) da Petrobras. Sala de monitoramento das atividades fica na sede da companhia em Vitória. Crédito: Petrobras/Divulgação

Atualmente, algumas atividades nessa linha já acontecem no Espírito Santo por meio do Centro Integrado de Operações (COI). O Módulo de Operação de PIG (MOP-1), uma plataforma fixa na costa de Anchieta, é desabitado e operado remotamente pelo COI. 

PDV corporativo

O Programa de Desligamento Voluntário (PDV) lançado pela Petrobras nesta semana não deve alcançar o Espírito Santo, ao menos em volume. Isso porque ele é exclusivo para os empregados que trabalham no segmento corporativo. A leitura de uma fonte é que o processo deve englobar principalmente os profissionais que atuam na sede da empresa, no Rio de Janeiro. Se tiver alguma adesão por aqui será pontual. Questionada sobre quantos trabalhadores do ES têm perfil para aderir a esse e outros dois PDVs em andamento, a Petrobras não respondeu à coluna.

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