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Campus Goiabeiras

O prejuízo e o mistério do furto de fios de cobre na Ufes

Bandidos levaram 120 metros de cabos. Caso ainda está sob investigação das equipes da Divisão de Segurança e do Núcleo de Segurança da Polícia Militar (PM) da universidade

Publicado em 01 de Janeiro de 2021 às 05:00

Públicado em 

01 jan 2021 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Fios de cobre: 120 metros de cabos foram retirados por bandidos do campus de Goiabeiras da Ufes
Fios de cobre: 120 metros de cabos foram retirados por bandidos do campus de Goiabeiras da Ufes Crédito: Maikol Aquino/Pixabay
Em meio ao cenário de pandemia da Covid-19 e de pouca circulação de pessoas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), bandidos estão aproveitando para furtar fios de cobre na instituição.
Cerca de 120 metros de cabos foram retirados da rede de alimentação da subestação de entrada do campus de Goiabeiras. Mas até o momento os ladrões não foram identificados e o caso segue sob investigação.
Segundo informações da Superintendência de Infraestrutura da Ufes (SI-Ufes), os fios são do tipo General Cables Flexonax Slim 105º de 95 mm² para tensão de 35 kV, e o valor estimado do prejuízo é de R$ 15 mil. Apesar das perdas financeiras, não foram constatados outros danos, como em relação ao fornecimento de energia ou a interrupção de alguma atividade no campus. 
"Não houve prejuízo à realização de nenhuma atividade, pois esse ramal de entrada não estava em funcionamento neste dia, o que minimizou, inclusive, o risco de morte para quem praticou o furto", informou a Ufes por meio de sua assessoria de imprensa.
A data exata do furto ainda está sendo investigada, mas, de acordo com a universidade, a ocorrência foi identificada no dia 8 de dezembro, durante uma inspeção de rotina relacionada à manutenção.
Campus da Ufes em Goiabeiras: bandidos furtaram 120 metros de fios de cobre
Campus da Ufes em Goiabeiras: imagens de câmeras de videomonitoramento estão sendo analisadas para desvendar o caso.   Crédito: Luciney Araújo/TV Gazeta
O furto é cercado de mistério já que retirar o material do subsolo não é tarefa simples. Uma pessoa com conhecimento nesse tipo de cabeamento e de instalação relatou que, para retirar os fios, é preciso que eles estejam desenergizados, caso contrário, quem for manuseá-los pode sofrer um acidente, como chegou a acontecer em 2018, quando dois suspeitos de um furto na universidade foram parar no hospital após uma explosão.
Além disso, para chegar aos fios de cobre, é preciso entrar em duas caixas de passagem que ficam seladas, sendo que uma delas estava soldada. Também chamou a atenção de pessoas que acompanham o caso o fato de os bandidos terem desencapado os fios no local, tanto é que o material de isolamento ficou espalhado pelo chão do campus.
As equipes da Divisão de Segurança e do Núcleo de Segurança da Polícia Militar (PM) na Ufes são as responsáveis pela investigação.  Imagens de câmeras de videomonitoramento estão sendo analisadas para ajudar a desvendar o caso. 
A coluna questionou à Ufes se, após o incidente, a segurança no local foi intensificada para evitar que esse tipo de ação volte a ocorrer. A entidade respondeu que "a Superintendência de Infraestrutura, por meio de um Grupo de Trabalho formado por membros da Equipe de Segurança e do Núcleo de Segurança da PM na Ufes, está revisando todos os procedimentos operacionais de segurança".
Mais do que descobrir quem foram os responsáveis pelo furto é determinante que a instituição identifique possíveis falhas que podem ter ocorrido na segurança da universidade a ponto de permitir que bandidos agissem no local justamente em um dia em que o ramal dos cabeamentos não estava funcionando.   
Avaliar se é preciso mudar algum procedimento interno é essencial para garantir a segurança na Ufes e evitar que o dinheiro do contribuinte seja desperdiçado.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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