A empresa Sem Parar, do grupo norte-americano Fleetcor e líder no mercado de pagamento automático, planeja expandir suas operações no Estado. A companhia, que tem 20 anos de atuação no Brasil, prevê investimentos e novas contratações no Espírito Santo. Os dados detalhados não foram informados pela empresa, mas, de acordo com ela, será um aporte da ordem de dezenas de milhões de reais.
Um dos motivos para o plano de crescimento é a participação que a Sem Parar passou a ter no acordo de transferência das operações da Via Expressa (ES), na Rodosol. A companhia vai operar nos sistemas de cobrança automática da Terceira Ponte, em Vitória, e no km 30 da Rodovia do Sol, em Guarapari.
Atualmente, o Sem Parar está presente em 100% da malha pedagiada do Brasil, incluindo o trecho capixaba da BR 101. A expectativa da empresa é duplicar o volume de clientes no Estado, ainda no primeiro trimestre de 2021. Segundo a companhia, desde que a parceria foi firmada, há dois meses, já houve uma alta de 30% na atuação local. Também houve o aumento da mão de obra, que passou de 22 profissionais para 40 e novas contratações são previstas para os próximos meses.
Segundo Carlos Gazaffi, presidente do Sem Parar B2C, o investimento em praças regionais faz parte do planejamento macro de expansão da empresa.
"Somos o maior player de pagamento automático do país e estar cada vez mais presente na vida das pessoas faz parte da nossa estratégia atual. Para nós, o Espírito Santo é uma região essencial para ampliar nossa atuação e relevância no Sudeste. Além de proporcionarmos mais facilidade na mobilidade dos capixabas, essa nova parceria já rende bons frutos para a economia local"
Gazaffi explica ainda que os usos do Sem Parar não se limitam aos pedágios. O serviço está presente em shoppings do Estado, além do Aeroporto de Vitória e unidades do Mc Donald´s. Ainda de acordo com ele, a empresa vai reforçar sua atuação nos estacionamentos de grandes centros de compra e irá lançar a modalidade de pagamento contactless em postos de abastecimento do Espírito Santo.
MAIS COMPRAS NA BLACK FRIDAY
A Black Friday 2020 mostrou que o consumo pode estar se recuperando no Brasil. De acordo com um levantamento do banco digital will bank e da fintech capixaba pag!, a frequência de compras de itens não essenciais, que incluem eletroeletrônicos, entretenimento e viagens, durante a data foi 19,5% maior do que no ano passado. No Espírito Santo, esse índice ficou em 8,9%. O gasto médio por cliente também avançou. Foi 16,1% superior em 2020 na comparação com 2019.
A representatividade do digital aumentou na Black Friday deste ano, avançando de 30% na edição 2019 para 35% em 2020. “Crescer 5% é expressivo, mas esperávamos um desempenho ainda maior do e-commerce nesta Black Friday, sobretudo por conta da pandemia. De qualquer forma, o estudo traz um recorte interessante. As pessoas voltaram a sair de casa para fazer as compras. Isso traz um alento para o comércio físico das cidades”, avalia Felipe Felix, CEO do will bank.
GASTOS COM RESTAURANTES TÊM QUEDA DE QUASE 20% NO ES
Os gastos no Espírito Santo com restaurantes, bares, lanchonetes e padarias registrou queda de 19,9% em outubro na comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Alelo. Já a média nacional apresentou retração de 23,2%, conforme dados do Índices de Consumo em Restaurantes (ICR). Houve ainda redução de 30,7% no volume de transações e 4,6% no número de estabelecimentos que registraram operações.
Por outro lado, os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) mostram que as vendas nesse segmento continuam sendo menos afetadas pela pandemia e pelas medidas contingenciais, mesmo ainda apresentando resultados negativos. O principal impacto observado no comportamento de consumo continua sendo a redução no número de transações, com queda de 11,6%. No entanto, o valor gasto nos supermercados subiu 7,7% e houve aumento de 4,5% no número de estabelecimentos que efetuaram transações no mês de outubro, em relação ao mesmo período do ano passado.
DECISÃO DA JUSTIÇA
Passados mais de 10 anos que chegou a ser acusado de fazer parte de um possível esquema de recebimento indevidos de royalties, o ex-diretor geral da ANP Victor Martins conseguiu provar na Justiça que as informações eram falsas. Ele, sua esposa, Josenia Bourguignon Seabra, e a sua empresa Análise Consultoria e Desenvolvimento serão indenizados. “Não há indenização capaz de reparar crimes e ofensas contra a honra. O valor passa a ser mera compensação”, disse Martins.