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FIP-ES

Fundo do petróleo pode vir a ser aberto para prefeitura e pessoa física

Fundo de Investimento em Participações (FIP), criado pelo governo do Estado a partir dos recursos dos royalties petrolíferos, pode passar a receber recursos de outras fontes que não seja o Fundo Soberano

Publicado em 15 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

15 mai 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Recursos que vão compor o Fundo de Investimento em Participações (FIP-ES) serão neste primeiro momento exclusivos do Fundo Soberano
Recursos que vão compor o Fundo de Investimento em Participações (FIP-ES) serão neste primeiro momento exclusivos do Fundo Soberano Crédito: Jcomp/Freepik
Fundo de Investimento em Participações (FIP), criado pelo governo do Espírito Santo, vai poder no futuro ser aberto para empresas, prefeituras e até pessoas físicas.
O fundo - que seguirá um modelo de venture capital, ou seja, que permite a aquisição de parte de ações ou a sociedade com uma empresa privada  - vai operar neste primeiro momento com recursos exclusivos do Fundo Soberano, mecanismo que reúne receitas provenientes da exploração e produção de petróleo e gás e tem o objetivo de criar uma poupança intergeracional no Estado.
O FIP-ES vai começar com um montante de R$ 250 milhões, a ser administrado por uma gestora privada de investimentos que vai ser contratada nos próximos meses pelo governo capixaba. Esse ativo, o maior da categoria, segundo o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), tem a previsão de realizar os primeiros aportes no início de 2022. 
Apesar de o modelo atual limitar o Fundo Soberano como única fonte dos recursos aplicados no FIP, as regras e regulamentos que fazem parte desse novo mecanismo proposto pelo governo capixaba permitem que outros interessados coloquem recursos no fundo. 
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico (Sectides), Tyago Hoffmann, explicou à coluna que no momento não há previsão para a entrada de outros investidores, mas que já existe autorização para tal fim.
"É possível porque a lei e o decreto [que tratam do Fundo Soberano] autorizam essa operação com outros interessados. Mas a ideia é dar os primeiros passos nesse modelo que apresentamos à sociedade. Em um outro momento, porém, o FIP pode vir a ser aberto para investidores privados e para municípios que queriam colocar dinheiro dos royalties lá também"
Tyago Hoffmann - Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico (Sectides),
Hoffmann lembra que no Espírito Santo existem vários municípios, especialmente do Sul capixaba, que recebem um grande volume de receitas provenientes dos royalties e participações do petróleo e que, caso se interessem pelo modelo que está sendo colocado em prática pelo governo estadual, eles podem vir a fazer um direcionamento semelhante dos recursos. 

MODALIDADE DE RISCO

Vale lembrar que fundos de venture capital fazem parte de uma modalidade de investimentos classificados como de alto risco.  Os investidores e fundos que atuam com esse tipo de ativo avaliam e aplicam recursos em empresas que estão em fase de desenvolvimento no mercado e têm um alto potencial de crescimento. Mas como se trata de companhias que ainda não estão consolidadas, não há garantia de que elas serão bem sucedidas e irão gerar retorno financeiro para os seus investidores.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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