O Grupo Nestlé, do qual faz parte a Chocolates Garoto, entrou no clima de solidariedade em meio à pandemia do coronavírus e vai doar 1,5 milhão de ovos de Páscoa a 800 entidades de 500 municípios do país inteiro. Aqui para o Espírito Santo serão contempladas quase 50 instituições.
“São ovos Nestlé e Garoto todos feitos na fábrica em Vila Velha, onde produzimos todos os ovos do grupo. Esses ovos já estão pendurados nos pontos de venda e os nossos parceiros vão tirar de lá e fazer a logística levando para essas instituições”, contou o vice-presidente de Chocolates da Nestlé Garoto, Liberato Milo, ao comentar que as entregas vão acontecer até domingo (12) e sempre assegurando o distanciamento social.
O executivo contou ainda que a loja da Garoto, em Vila Velha, foi fechada e os ovos que estavam no estabelecimento estão sendo doados para hospitais da região. “Nós, no Brasil, estamos passando por um momento muito diferente e mostrar compaixão é a coisa justa a ser feita. Queremos trazer essa alegria e me sinto honrado de podermos fazer esse bem agora”, frisou Liberato ao citar que as doações estão acontecendo em conjunto com a Americanas.
EMPRESA APOSTA NO E-COMMERCE PARA REDUZIR PREJUÍZOS
Com a pandemia do coronavírus e a adoção em todo o país de políticas de isolamento, muitos comércios sofreram restrições de funcionamento ou, mesmo aqueles que tiveram autorização para funcionar, registraram queda na demanda dos consumidores.
Para evitar prejuízos ainda maiores e também facilitar a compra por parte dos clientes que não abrem mão do chocolate durante a Páscoa, a Nestlé Garoto apostou no comércio virtual e fez parcerias em todo o país com sites que já têm a expertise do e-commerce, assim como com apps de entrega. No Espírito Santo, entre os parceiros estão a Shipp e o Carone.
"Estamos vendendo por esses meios para não ter aglomeração e por estarmos cientes da nossa responsabilidade. Isso funcionou bem. Tivemos um crescimento de venda on-line que levaria cinco anos para acontecer. É um crescimento absurdo"
Ele conta que mesmo em meio à crise do coronavírus, a fábrica capixaba produziu a todo o vapor e que foram contratados 500 profissionais pelo período de sete meses para a produção, além de 1.300 no Brasil para assegurar a logística de distribuição.
O executivo afirmou ainda que toda a indústria de doces está sentindo os reflexos da crise que o país atravessa, mas ponderou que os prejuízos são maiores entre os pequenos produtores.
“A indústria de chocolates produz e vende cerca de 30 milhões de ovos na Páscoa no Brasil. Depois, as boutiques de chocolate, como Cacau Show, Brasil Cacau, etc, vendem 20 milhões de ovos. E os produtores artesanais produzem e vendem cerca de 10 milhões de ovos. Os que estão sofrendo neste ano são os artesanais e as boutiques, porque essas lojas estão fechadas e é complicado implementar uma Páscoa digital.”