Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Pacotes na pandemia

Ainda que não sejam suficientes, medidas do governo do ES são relevantes

Ações socioeconômicas, anunciadas nos últimos dias pelo governo capixaba, vão ajudar famílias mais vulneráveis que perderam renda e dar sobrevida a negócios afetados pela crise da Covid-19

Públicado em 

27 mar 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

O governador Renato Casagrande durante anúncio das medidas de proteção social no enfrentamento à pandemia
O governador Renato Casagrande durante anúncio das medidas de proteção social no enfrentamento à pandemia Crédito: Hélio Filho/Secom-ES
Nada do que seja feito pelo poder público - independentemente da esfera: federal estadual ou municipal - será suficiente para estancar por completo os prejuízos econômicos decorrentes da pandemia do novo coronavírus.
Mas a adoção de algumas ações podem sim trazer alento para famílias, trabalhadores e empreendedores e contribuir para reduzir impactos decorrentes das restrições de circulação e da queda de demanda por produtos e serviços.
No âmbito estadual, um conjunto de medidas foi anunciado pelo governo do Espírito Santo nos últimos dias. Nesta sexta-feira (26), o pacote teve como foco a população capixaba mais vulnerável.
O governador Renato Casagrande (PSB) apresentou medidas que somam R$ 90 milhões e incluem iniciativas como o pagamento de benefícios, a exemplo do Cartão ES Solidário, a oferta de cestas básicas, a suspensão do corte de água, o oferecimento de cursos de qualificação, entre outras.
Esse anúncio foi complementar ao realizado no dia 19 de março, quando a equipe do Palácio Anchieta divulgou um pacote de R$ 1,8 bilhão em medidas econômicas. O objetivo dele é preservar empregos, minimizar as despesas das empresas, ajudar municípios, estabilizar o bolso do contribuinte e disponibilizar crédito com melhores condições de prazos e taxas.
As duas frentes trabalhadas pelo governo capixaba chegam em um momento importante e podem garantir dignidade a famílias que perderam renda e dar sobrevida aos negócios que há mais de um ano enfrentam uma crise sem precedentes.
Como citei no início deste texto, certamente as medidas não darão conta de todas as perdas que a população e o setor produtivo acumulam desde o ano passado. Mas, considerando as limitações que um ente subnacional tem - como a impossibilidade de emitir moeda -, o que foi anunciado pelo governo capixaba é relevante e deve ser valorizado.
Um dos pontos que chamo a atenção é para o fato de as receitas dos programas serem fruto do caixa do Tesouro. Isso demonstra que, mesmo em meio a um cenário de instabilidade, o Espírito Santo foi capaz de se manter organizado sob a ótica fiscal.
Se o poder público local não estivesse financeiramente equilibrado, ele não conseguiria usar recursos para ajudar cidadãos e empresas. Até porque muitas cifras estão sendo empregadas na área prioritária deste momento: a da saúde.
Pessoa segurando notas de dinheiro
É fundamental que os recursos anunciados pelo governo do ES cheguem às pessoas e empresas que mais precisam e foram prejudicadas pela crise sanitária e econômica  Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Casagrande e sua equipe estão aproveitando e redirecionando bem as reservas financeiras feitas a partir do superávit de caixa dos últimos dois anos e do Fundo de Infraestrutura.
Agora, é muito importante que todas as ações divulgadas consigam ser realmente implementadas e cheguem a quem mais precisa. De nada vai adiantar a boa construção do pacote se ele não se viabilizar rapidamente e com eficiência.
Por exemplo, o Cartão ES Solidário, que prevê três parcelas de R$ 150 para mais de 70 mil famílias capixabas, não pode falhar. A operacionalização dessa iniciativa tem que ser assertiva. Os órgãos envolvidos no processo devem estar muito atentos para identificar o público-alvo e fazer o dinheiro chegar até ele. Sem contar que o alerta deve ser redobrado para evitar fraudes.
Outra área que requer esforços máximos do governo é em relação à concessão de crédito para empresas. No ano passado, foram frequentes os relatos de empreendedores que tentaram pegar um empréstimo, mas encontraram muitas barreiras, especialmente no que diz respeito à burocracia.
Para essa nova fase da pandemia, em que os negócios já acumulam muitos prejuízos, é fundamental que o Bandes e o Banestes simplifiquem processos e ajudem o maior número possível de empresas a se reestruturarem financeiramente.
Os desafios sanitários e econômicos são enormes e ainda devem persistir por um longo tempo. Por isso, é tão importante que da mais simples à mais complexa iniciativa, todas sejam executadas com qualidade e sem perder o foco.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O país da Europa que promete milhares de empregos a brasileiros e vistos que saem em 2 semanas
Imagem de destaque
Nó do pacto federativo: o subfinanciamento das médias e grandes cidades
Imagem de destaque
O Brasil que não para de dever, e a conta que todo mundo paga

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados