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Soberania nacional, valorização e inclusão na economia

Valorizar o conhecimento acumulado em empresas e instituições de pesquisa é defender a soberania

Publicado em 26/10/2018 às 19h45

Eleições servem também para defender a soberania nacional. Soberania quanto ao controle e uso das riquezas naturais do país. Defender a proteção da Amazônia; do aquífero guarani; das riquezas existentes no solo e nas águas do Brasil, dentre outros, é se posicionar pela soberania.

Valorizar o conhecimento acumulado em empresas e instituições de pesquisa brasileiras é defender a soberania nacional. Conhecimento que transformado em tecnologia promove avanços na agricultura; na produção de fármacos; na geração de energia limpa e renovável – como a derivada de biocombustíveis, eólica, solar; na produção de bens e serviços voltados para a segurança nacional.

O endeusamento do mercado financeiro como ente superior das relações econômicas implica em aceitar a privatização e internacionalização de importantes elementos da soberania do país. Por um lado, os de ordem material – gás e petróleo, reservas minerais, águas. Por outro, os imateriais – conhecimento acumulado na Petrobras, na Embrapa, na Fundação Oswaldo Cruz; em universidades e institutos de pesquisa.

Entender o mercado financeiro como um – e apenas um – elo das forças que movem a economia é reconhecer que ele é excludente. Exclui pessoas através da concentração de rendas; exclui micro, pequenas e médias empresas (MPEs) pela prática de juros e prazos que inviabilizam novas e existentes.

Pensar e agir por um Brasil inclusivo significa combater a pobreza presente e aquela intergeracional – filho de pobre, pobre será. Combate que tem que ir além da fome; tem que melhorar a qualidade da educação, saúde, da moradia, do saneamento, dos transportes. Combate à pobreza que implica em dar dignidade a todos os brasileiros e é compatível com o progresso do Brasil.

Dar centralidade a MPEs no processo de desenvolvimento econômico significa viabilizar o surgimento e o fortalecimento de micro, pequenos e médios negócios no campo e na cidade. Negócios que florescerão a partir do reconhecido espírito empreendedor de mulheres e homens no Brasil e que podem gerar inúmeros empregos.

Ao discurso asséptico dos que  só sabem de economia através  de números que refletem ganhos especulativos, há que se contrapor projetos que valorizem a ideia e  o conteúdo de nação. Nação soberana para se colocar proativamente em uma geopolítica em rápidas  e profundas transformações.  Nação que se desenvolve com a valorização de sua gente e de suas coisas. Valorização que se faz com democracia e paz.

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