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Pandemia

Hora do embarque no ônibus rumo a um projeto de nação

Aqui vai uma proposta: colocar em um mesmo ‘ônibus’ pessoas comprometidas com a recuperação do sentido de nação e com a construção de um projeto de nação para a formação socioeconômica brasileira

Públicado em 

25 fev 2021 às 02:00
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

Pessoas usando máscara durante a pademia
Grupos de iguais se formam em bolhas alimentadas por muito xingamento e pouca conversa que vá além de poucas palavras Crédito: prostooleh/Freepik
pandemia que assola o mundo há mais de um ano tem levado conversas e debates entre segmentos da vida política, social, econômica e cultural mundo afora a repostas que vão do ‘... deixa por conta do mercado que dele virá a melhor resposta’ até o ‘... é hora de superarmos o sistema capitalista que só desgraças tem trazido à humanidade’.
No caso do Brasil, a situação é mais complexa porque à pandemia da Covid-19 se soma o pandemônio que por aqui se instalou onde conversas e debates estão em baixa e onde prosperam sectarismos pouco portadores de futuro. Protegidos pelas mídias sociais, grupos de iguais se formam em bolhas alimentadas por muito xingamento e pouca conversa que vá além de poucas palavras. Embate de ideias sobre onde se quer chegar enquanto sociedade praticamente inexiste, o que torna tudo – passado, presente e futuro – muito árido.
Sair dessa aridez é desejável e aqui vai uma proposta. Colocar em um mesmo ‘ônibus’ pessoas comprometidas com a recuperação do sentido de nação e com a construção de um projeto de nação para a formação socioeconômica brasileira. A listagem de nomes deve buscar valorizar posições político-partidárias que guardem diferenças entre si e que convirjam para a imperiosidade de vida plena para a gente e as coisas do país. Por isso, a sugestão de nomes como os de Luiza Erundina, Manuela Dávila, Maria de Fátima Bezerra, Eduardo Jorge, Fernando Haddad, Flávio Dino, Guilherme Boulos.
A listagem também precisa valorizar a diversidade da sociedade brasileira e a riqueza de sua cultura e natureza. Daí surgirem nomes como, dentre inúmeros outros, os de Eliane Brum, jornalista; Ednéia M Ribeiro de Mello, hortas urbanas comunitárias; Erika Hilton, do movimento transgênero; Ethel Maciel, epidemiologista; Heloisa Dias, ambientalista; Luciene Rocha, quilombola; Luiza Trajano, empresária; Yalorixá Mãe Baiana de Oyá, Mãe de santo candomblé; Luciene Rocha, quilombola; Maria Rita Kehi, filósofa; Michele Seixas, direitos humanos das mulheres lésbicas; Margareth Dalcolmo, pesquisadora; Moema Viezzer, do movimento Carta da Terra; Regina Tchelly, favela orgânica; Romi Bencke, pastora; Ailton Krenak, ambientalista; Álvaro Tukano, indígena; Antonio Nobre, cientista; Armando de Négri Filho, médico; Cezar Wagner Góis, educador biocêntrico; Edgard Gouveia Jr, do Desafio 10x10; Eduardo Kobra, grafiteiro; Guilherme Leal, empresário; Henrique Prata, hospital do amor; Henrique Vieira, pastor; João Pedro Stédile, movimento do campesinato; Jones Manuel, historiador; Julio Lancellotti, padre; Marcelo Barros, monge; Miquel Serra Alquezar, movimento gays nas empresas; Naidison Baptista, água; Nilton Bonder, rabino; Rogério Studart, desenvolvimentista; Zeca Baleiro, músico.
Juntas em ônibus virtual, essas pessoas percorreriam o Brasil parando em dois Estados por semana. Em cada parada discutiriam com lideranças locais propostas para tirar o Brasil do atraso social, econômico, político e criar uma agenda para um novo normal portador de futuro. Agenda para um Brasil inclusivo de sua gente e de sua natureza, soberano e ativo na construção de uma agenda mundial pautada pela justiça social e pelo respeito à Mãe Terra.
Quando o processo de vacinação contra a Covid-19 possibilitar encontros presenciais, um rascunho de tudo que foi apresentado, discutido e aprendido junto a toda a diversidade territorial brasileira poderá ser objeto de nova rodada pelos Estados brasileiros para validação de um projeto de nação para o Brasil. Construído a partir da valorização da diversidade e da pluralidade, esse projeto poderá ser visto como instrumento do debate eleitoral de 2022.
Debate enriquecido pelos embates entre visões diversas da realidade brasileira, mas que podem convergir para o bem comum de toda a gente do país. Dessa maneira, a disputa nas eleições para os poderes executivo e legislativo em nível federal e dos Estados poderá sair da mesmice do exagerado apego de partidos ao calendário eleitoral. Mesmice que aliena quem vota e abre espaço para xingamentos e baixarias que só contribui para aumentar o esgarçamento do tecido social brasileiro.
Visões diversas da realidade brasileira que podem gerar utopias mobilizadoras e necessárias para a superação das distopias que hoje a todos assombra e a muitos paralisa.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

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