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Política

Um polo de poder de oposição ao governo Casagrande está em curso no ES

As movimentações de uma oposição em articulação se tornaram mais visíveis. Estamos falando não apenas de governo. Mas também de poder. Todos nós sabemos que o ES vive um momento histórico de transição política

Públicado em 

18 abr 2020 às 05:00
Antônio Carlos Medeiros

Colunista

Antônio Carlos Medeiros

Governador do Espírito Santo Renato Casagrande
Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande Crédito: Hélio Filho/Secom
As nuvens da política capixaba indicam uma sutil configuração de um polo de poder de oposição ao polo liderado pelo governador Renato Casagrande. Este polo de oposição, em formação, passou o ano de 2019 na muda. Envolve lideranças políticas, empresariais, técnicas e sociais. É amplo.
No limiar de 2020, com a avalanche das enchentes, e também com as forças de segurança em confronto com o governo, o polo de oposição começou a sair da muda. As enchentes e os aumentos nas taxas de homicídios tensionaram o governo Casagrande. Não havia mais céu de brigadeiro. Vislumbrou-se, aí, um desgaste do governo. Nestas novas circunstâncias, estava aberta uma trilha para a oposição evoluir. Evoluiu.
Mas o governo reagiu bem à gestão das enchentes e à superação do conflito na área da segurança. Veio, então, uma tempestade perfeita: a pandemia do coronavírus e a queda brusca nos preços do petróleo. O governo reagiu bem outra vez. Pesquisas publicadas nas redes sociais e na imprensa mostram que o governo e o governador estavam bem avaliados no que tange ao enfrentamento das crises.
A aposta no desgaste da gestão Casagrande não se confirmou. Entretanto, as movimentações de uma oposição em articulação se tornaram mais visíveis - através de artigos e declarações, de reuniões privadas que vazaram, e nas redes sociais.
De que estamos falando? Estamos falando não apenas de governo. Mas também de poder. Todos nós sabemos que o Espírito Santo vive um momento histórico de transição política. Neste ambiente de transição - no contexto, agora, de uma pandemia avassaladora -, está visível um fato político: o polo político liderado pelo governador Renato Casagrande chegou ao governo estadual. Mas não tem hegemonia política. Esta é a motivação da oposição em formação.
É um tema que, é claro, não vai agora para a agenda. Mas poderá ir, no timing da pós-pandemia. A sequência do calendário político está posta, embora sujeita ao imponderável da pandemia. Em ordem cronológica: as eleições para a sucessão na Findes, no dia 30 desse mês; as eleições municipais, no final do ano (?); as eleições para a presidência da Mesa da Assembleia Legislativa, em fevereiro de 2021; e as eleições de 2022.
Estes eventos, em conjunto, poderão ter como resultante a superação da atual “crise de hegemonia” política. Ou não. De que forças principais estamos falando? O polo liderado pelo governador Renato Casagrande; o polo de oposição, em articulação, referenciado na liderança do ex-governador Paulo Hartung; e uma força ascendente, em formação, referenciada nas lideranças de Amaro Netto, Erick Musso e novas lideranças emergentes. O tabuleiro está em movimento. Apesar do tema ser extemporâneo.

Antônio Carlos Medeiros

É pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaço, aos sábados, traz reflexões sobre a política e a economia e aponta os possíveis caminhos para avanços possíveis nessas áreas

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