Mesmo em ambiente internacional e nacional de incertezas, o cenário econômico do Espírito Santo para 2025 é positivo. Em 2024, as atividades econômicas do ES já devem fechar em alta. Poderão chegar a um crescimento de até 4,8%.
É um ciclo de crescimento. A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) projeta um crescimento de 2,9% para 2025, maior que o crescimento projetado para a economia nacional, da ordem de 2,2%.
Para 2025, o governador Renato Casagrande anunciou investimentos do governo estadual de até R$ 6 bilhões em infraestrutura, num contexto de Orçamento Estadual já aprovado pela Assembleia Legislativa de quase R$ 30 bilhões.
Há, portanto, expectativas econômicas positivas em contexto de ambiente político-institucional de estabilidade. Ao contrário do ambiente nacional, no qual as expectativas estão desancoradas.
O Espírito Santo vem construindo uma agenda econômica que se tornou uma agenda de Estado, como tenho sublinhado aqui. Com algumas ideias-força.
A primeira é a ideia da superação de gargalos na área de infraestrutura. A segunda é a ideia da geração de investimentos que possam gerar valor adicionado e competitividade, com ênfase em cadeias produtivas, em logística e agora também em turismo. A terceira é a ideia da melhoria do clima institucional e do ambiente de negócios, com rigor fiscal.
Essas ideias estão sendo colocadas gradualmente em prática nos últimos 20/24 anos. Agendas de Estado. Hoje, é nítida e reconhecida nacionalmente a estabilidade do Espírito Santo no quesito ambiente de negócios e rigor fiscal. Já virou, praticamente, uma cultura institucional.
Tanto que o mercado regional já projeta a necessidade de novos ajustes fiscais em função da nova reforma tributária e do iminente fim dos incentivos fiscais em 2032. Atitudes de prevenção e preservação.
Tenho também registrado aqui que o ES é tido e visto no âmbito nacional como uma espécie de “tigre asiático”, dada a sua condição de uma das economias regionais mais globalizadas do país, com um grau de abertura comercial de 52,68%, o quarto do país – abaixo apenas do Mato Grosso, do Amazonas e do Pará.
A vocação do Estado para a logística, para o turismo e para o comércio internacional está sendo estimulada e caminha para um estágio de consolidação. O que significa criação de competitividade e de mudança do perfil da economia estadual, com maior peso relativo para a economia de serviços e inovação.
É preciso continuar mantendo e preservando esta agenda econômica de Estado.