Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • O ano mal começou, e o capixaba já paga R$ 100 milhões de impostos por dia
Arrecadação

O ano mal começou, e o capixaba já paga R$ 100 milhões de impostos por dia

Antes de janeiro chegar à metade, cerca de R$ 1,4 bi foi tirado dos bolsos dos capixabas para pagar impostos. No ano passado, a arrecadação no Estado bateu recorde: R$ 40,3 bi

Publicado em 13 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

13 jan 2020 às 04:00
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos Angelo Passos
Dinheiro: arrecadação cada vez maior Crédito: Pixabay

O ano mal começou e já se foram cerca de R$ 1,4 bilhão tirado dos bolsos dos capixabas para pagar impostos. Neste início de 2020, mais de R$ 100 milhões estão sendo tirados diariamente no Espírito Santo para alimentar os cofres públicos.

Em termos de carga tributária, 2020 começa igual a anos anteriores. Ou seja, pesadíssimo. Lembremo-nos que capixabas e pessoas que residem ou estiveram no Espírito Santo em 2019 pagaram soma de impostos recorde no Estado: nada menos do que R$ 40,3 bilhões, de 1º de janeiro a 31 dezembro do ano passado, considerando tributos federais, estaduais e municipais. Este valor é R$ 1,1 bilhão superior a R$ 39,2 bilhões recolhidos em 2018, de acordo com o Impostômetro. É muita diferença.

E olha que, segundo as estimativas, a economia estadual quase não cresceu no ano passado. A expansão do PIB travada redundou em mais sacrifício da sociedade para cumprir as obrigações fiscais. Além disso, seguramente, o aumento dos desembolsos tributários não se refletiram no bem-estar da população. Não vieram as respostas esperadas em diversos serviços - como saúde, segurança etc.

Incontáveis estudos mostram o inchaço do bolo de tributos, com raízes históricas, desde o Império. Mas a gastança do setor público - muitas vezes de má qualidade - exige arrecadações cada vez maiores e que nunca são suficientes para todos os gastos. Nos últimos anos, os aumentos nos montantes de impostos não tem como causa o crescimento econômico e, sim, uma nociva parafernália fiscal.

O sistema tributário é confuso, instável, bombardeado por alterações diárias nas regras. Isso tem gerado arrecadações atípicas (resultantes de litígios na justiça) que têm obrigado muitas empresas a realizarem desembolsos que abalam o caixa.

Há também inúmeros casos de empresas - em regime de lucro real e lucro presumido - que nos últimos exercícios acabaram pagando mais tributos do que deveriam, em função justamente da confusão de normas, muitas delas conflitantes. O mesmo tem ocorrido com firmas pequenas e médias inscritas no regime do Simples Nacional.

O Brasil é um dos países que mais tributam as empresas - condição altamente desfavorável à competitividade. Obviamente, parte do ônus é transferido para o bolso dos cidadãos. Todos nós pagamos. Isso tem várias consequências. Uma das mais visíveis é a inadimplência, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. No final do ano passado, estatísticas registraram a inadimplência de mais de 60 milhões de consumidores no país.

O governo lançou um paliativo em outubro de 2019. Foi a chamada MP do contribuinte legal, uma medida provisória que permitia cidadãos comuns e empresas sem condições de quitar seus débitos tributários, renegociá-los com a União. Foram estabelecidos descontos de até 70%, com os prazos para pagamento esticados, indo até 100 meses. Claro que isso não resolveu o problema. Apenas reafirmou a cultura do Refis - os tradicionais programas de refinanciamentos.

Em novembro último, mais de R$ 600 bilhões em débitos estavam sendo discutidos no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), visando a reestruturação dos desembolsos.

O que esperar da reforma tributária prometida pelo governo pelo Congresso para 2020? O ponto central visto nas propostas é a simplificação do sistema de impostos, o que sem dúvida será uma grande conquista para o país. Redução da carga fiscal, nem pensar. Afinal, o buraco nas contas da União deve permanecer pelo menos até 2023 - se tudo der certo. Já que não é possível diminuir o fardo, a sociedade deve fazer pressão para que não seja aumentado. É o mínimo que se pode exigir.

Angelo Passos

Angelo Passos Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ação contra furto de energia
De barbearia a propriedade rural: operação flagra furtos de energia no Sul do ES
Imagem de destaque
Nunes Marques manda Meta entregar relatório sobre 'Exército do Lula' em até 24h
Idoso de 80 anos com alzheimer desaparece em Barra de São Francisco
Idoso de 80 anos com Alzheimer desaparece em Barra de São Francisco

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.