Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Crônica

Olhar a pandemia em retrospecto mostra que a vida é um sopro

E estar vivo depois de dois longuíssimos anos, em muitos sentidos, não deixa de ser mesmo um privilégio

Publicado em 03 de Abril de 2022 às 02:00

Públicado em 

03 abr 2022 às 02:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas Ana Laura Nahas
Em meio à pandemia de coronavírus e o isolamento social em casa
Em meio à pandemia de coronavírus e o isolamento social em casaEm meio à pandemia de coronavírus e o isolamento social em casa Crédito: iStock/DivulgaçãoiStock/Divulgação
Falei do como nos ajeitávamos, dependendo do que víamos naquela altura. Do como nos dividíamos entre despreocupados e zelosos, céticos e amedrontados, individualistas e generosos, tal e qual numa guerra - e olha que eu não fazia ideia que, dois longuíssimos anos depois, haveria outra guerra logo ali.
Falei de como escolhíamos o que postar na vida das redes sociais e quanto comprar de papel higiênico, dependendo do jeito que tentávamos nos virar diante do caos. De como nos dividíamos entre defender a gravidade do momento ou minimizá-la. De quem, mesmo fora dos grupos de risco, ficou em casa em prol dos mais suscetíveis.
Falei da expectativa pela vacina que viria, e veio - viva! De como envelhecíamos diante das coisas grandes suspensas pelo coronavírus e suas curvas ascendentes. De como passamos a nos alimentar das miudezas do cotidiano e da esperança em dias melhores, apesar do que pesava.
Sabíamos pouco a respeito do vírus que, dois longuíssimos anos depois, tiraria a vida de pelo menos 6 milhões de pessoas ao redor do mundo. Desconhecíamos o tamanho da consequência de abrir mão, mesmo que temporariamente, do que nos une: o abraço, o encontro, o convívio com a diferença.
De lá para cá, perdemos vidas e viço. Aprendemos, na marra, que pandemias são sobre doenças, mas também sobre a forma como lidamos com a escassez, as ausências e a solidão. Vimos a esperança em dias melhores ir e voltar, alternadamente.
Se alguém ainda tinha dúvidas de que a vida é um sopro, o período mostrou o quanto certos clichês são a pura verdade.
Olhar o tempo em retrospecto só reforça a ideia de que, mais do que nunca, é preciso retomar as rotinas, os sonhos, projetos, fazeres, prazeres e afazeres pré-pandemia.
Olhar o tempo em retrospecto confirma o clichê a respeito de viver e dos ventos. A vida é mesmo um sopro. E estar vivo depois de dois longuíssimos anos, em muitos sentidos, não deixa de ser mesmo um privilégio.

Ana Laura Nahas

Ana Laura Nahas Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O risco não calculado, a governança e a tecnologia no mercado financeiro
Imagem de destaque
CBN Vitória ao vivo: como vai funcionar o patrulhamento com bikes elétricas nas orlas de Vitória
Defesa Civil de Marataízes alerta para risco de novo desabamento em falésia
Defesa Civil de Marataízes alerta para risco após grande fissura em falésia

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados