Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cultura

Ser modernista nos ajuda a seguir quando a alegria falta

Hoje deve ser um bom dia para repetir que o legado do modernismo nos ensina a ter raízes e não âncoras, derrubar muros e construir pontes, apesar do clichê, sair da bolha, celebrar a diversidade, abrir espaço para assimetrias, discordâncias e opostos

Publicado em 13 de Fevereiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

13 fev 2022 às 02:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

Modernismo
Artistas reunidos na Semana de Arte Moderna de 22 Crédito: Wikipedia
Às vésperas do carnaval que não haverá e por ocasião dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, voltei a pensar no quão apagada anda a nossa mania raiz, o jeitinho típico, a maneira brasilis de ser por excelência.
A alegria sumiu de cena aí também?
A pandemia nos atingiu duramente na brasilidade, este conjunto de modos de inventar a vida que nos caracteriza como povo. O jeito coletivo de sambar, literal ou metaforicamente, na cara dos problemas. O misto de talento tropical com resiliência, a despeito do que pesa. O hábito de rir o quanto possível apesar das ausências, dançar quase sempre apesar das perdas, celebrar a festa, o sol, o barulho da rua.
Ficou difícil manter o riso e a leveza de pé diante das más notícias, da fome de tanta gente, da exaustão do isolamento, dos índices de desemprego, do medo, dos quase 630 mil mortos pela Covid e de tudo de ruim que gravita ao redor dos números.
Há alguns meses, duplamente vacinados e com dose de reforço a caminho, passamos a acreditar que a vida voltava ao normal. Retomamos encontros, eventos, projetos, planejamentos. Só que, de repente, os altos índices de infecção, mortes e ocupação de leitos hospitalares reapareceram, a nos assombrar e empurrar de novo para dentro.
Pelo mesmo motivo - a mania raiz, o jeitinho típico, a maneira brasilis de ser por excelência - a esperança nos acompanha, com pandemia e tudo. Somos um pouco modernistas, afinal, acostumados pela própria natureza a recriar, renovar e revigorar a cultura e as coisas.
Aliás, hoje deve ser um bom dia para repetir que o legado do modernismo nos ensina a ter raízes e não âncoras, derrubar muros e construir pontes, apesar do clichê, sair da bolha, celebrar a diversidade, abrir espaço para assimetrias, discordâncias e opostos.
Ser modernista nos ajuda a seguir quando a alegria falta.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
'Os socorristas não dão conta. Estão tirando as pessoas com unhas e dentes': o desespero para salvar quem está sob os escombros na Venezuela
Motociclista morreu ao colidir com outra moto e bater no muro em Cariacica
Motociclista morre ao bater em outra moto e se chocar contra muro em Cariacica
Ministério da Justiça abre investigação por propaganda abusiva de bet na CazéTV
Ministério da Justiça abre investigação sobre ‘publicidade abusiva’ de bets durante jogos da CazéTV

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados