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Crônica

Nesta metade do ano, você foi mais distração ou mais potência?

Marcos de tempo ajudam a medir resultados e projetar futuros, mas podem trazer à tona o rigoroso julgamento de nós para nós mesmos

Publicado em 18 de Junho de 2023 às 00:30

Públicado em 

18 jun 2023 às 00:30
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

A primeira metade termina oficialmente em 1° de julho, mas tem gente fazendo os cálculos desde já. Metas, promessas, planos, resoluções, revisões… Você foi mais distração ou mais potência nos seis meses iniciais do ano? Os dias e respectivas noites correram, caminharam ou apenas passaram, parados como um dois de paus?
Quantas horas de leveza e de peso você contabilizou? As construções, reconstruções e desconstruções contribuíram para seus projetos ou nem tanto? As pessoas ao redor tornaram o ar mais denso ou facilitaram o fluxo e o movimento? Como andam as coisas por aí a esta altura do campeonato?
Marcos de tempo são como facas de dois gumes. De um lado, eles nos ajudam a medir resultados, avaliar cenários e projetar futuros. Do outro, podem ativar gatilhos, despertar ansiedades e trazer à tona o rigoroso julgamento de nós para nós mesmos.
Por isso, ao chegar à metade de um ano feito de esperanças, mas também de cansaço acumulado, não custa lembrar de talvez seja respirar, suavizar as cobranças e olhar as coisas por partes: pequenas metas, um capítulo depois do outro, uma jornada em andamento vista com gentileza e perspectiva.
Se, ao contrário, desvalorizarmos as vitórias mais tímidas, a tendência é mergulhar num mar de frustração, cobrança e expectativas desfeitas se ou enquanto os grandes planos não se concretizam.
Ser mais caminho do que chegada nos ajuda a entender a importância dos pequenos hábitos na construção da rotina, a valorizar a imaginação, mas também a criação. Ser mais caminho do que chegada nos faz olhar para também para as conquistas mais modestas, amenizando, um pouco que seja, a pressão por resultados.
Ser mais caminho do que chegada nos conecta com o que temos aqui, nesta tarde, nesta semana, agora mesmo.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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