A primeira metade termina oficialmente em 1° de julho, mas tem gente fazendo os cálculos desde já. Metas, promessas, planos, resoluções, revisões… Você foi mais distração ou mais potência nos seis meses iniciais do ano? Os dias e respectivas noites correram, caminharam ou apenas passaram, parados como um dois de paus?
Quantas horas de leveza e de peso você contabilizou? As construções, reconstruções e desconstruções contribuíram para seus projetos ou nem tanto? As pessoas ao redor tornaram o ar mais denso ou facilitaram o fluxo e o movimento? Como andam as coisas por aí a esta altura do campeonato?
Marcos de tempo são como facas de dois gumes. De um lado, eles nos ajudam a medir resultados, avaliar cenários e projetar futuros. Do outro, podem ativar gatilhos, despertar ansiedades e trazer à tona o rigoroso julgamento de nós para nós mesmos.
Por isso, ao chegar à metade de um ano feito de esperanças, mas também de cansaço acumulado, não custa lembrar de talvez seja respirar, suavizar as cobranças e olhar as coisas por partes: pequenas metas, um capítulo depois do outro, uma jornada em andamento vista com gentileza e perspectiva.
Se, ao contrário, desvalorizarmos as vitórias mais tímidas, a tendência é mergulhar num mar de frustração, cobrança e expectativas desfeitas se ou enquanto os grandes planos não se concretizam.
Ser mais caminho do que chegada nos ajuda a entender a importância dos pequenos hábitos na construção da rotina, a valorizar a imaginação, mas também a criação. Ser mais caminho do que chegada nos faz olhar para também para as conquistas mais modestas, amenizando, um pouco que seja, a pressão por resultados.
Ser mais caminho do que chegada nos conecta com o que temos aqui, nesta tarde, nesta semana, agora mesmo.