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Crônica

Tombo de criança: todo mundo tem uma história de infância para contar

"Meu filho se ralou todo nas pedras das Andorinhas, ao lado da Ilha do Frade, depois de me desobedecer e ir pular daquele pedrão. Quase me mata de susto. Tem cicatrizes no peito, no abdômen e no joelho. Haja coração!"

Publicado em 12 de Janeiro de 2024 às 01:15

Públicado em 

12 jan 2024 às 01:15
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu Alvaro Abreu
Antigamente, queda de menino era assunto corrente das conversas de vizinhas, no portão. Pois, recentemente, foi pauta relevante de amigas de Carol, via internet.
O tombo aconteceu num dia de casa cheia de filhos de parentes e amigos que, barulhentos e agitados, brincavam de pique-esconde, aproveitando todos os espaços das varandas e do quintal.
- Minhas queridas, hoje passamos por um grande susto: o afilhado de Diana e Nélio, de 8 anos, subiu na goiabeira pra se esconder e caiu do galho. Abriu o queixo no concreto do canteiro. Salvou todos os dentes, mas abriu um talho feio.
- Nossa, Carol, que susto! Essa região sangra muito. Ainda bem que não perdeu dentes!
- Pois é, os padrinhos, mesmo desolados com o acidente, foram rápidos no socorro. Foi atendido numa boa emergência pediátrica. Pontos internos e externos. Não conseguimos saber quantos.
- A mensagem da mãe dele ajudou muito a nos consolar: ‘Não têm que se desculpar. Isso acontece e vocês são maravilhosos. Acalme o coração de todos, porque sei que fica o susto. Ele está bem, ganhou história pra contar e perdeu o título de menino de apartamento. E simmmm, podem repetir o convite. Ele está só esperando a próxima oportunidade”.
- Que graça!
- Super gentis!
- Uma queda bem perigosa, né?
- Meu irmão caiu de um flamboyant quando era pequeno e, felizmente, não aconteceu nada grave, mas bateu a cabeça no chão e fez um som que me lembro até hoje. A criançada ficou em choque.
- Nossa, Carol, que susto!
- Que graça e que tranquilidade da mãe em encarar o fato.
- Muita confiança nos padrinhos.
- Que bom que preservou os dentes. Férias inesquecíveis!
- Nosso Tom Tom, de 6 anos, que viu a queda, chorou convulsivamente. Yarinha, de 2, também.
- O moleque foi avisado pra não subir porque nunca tinha feito isso, mas quem segura? Uma piscada, uma queda!
- Os pais certamente têm uma grande amizade pelos compadres e uma vivência de infância que os torna mais compreensivos. Enfim, o anjo da guarda trabalhou direitinho.
- Confiança me parece ser o sentimento mais forte, no caso.
- Acho que vai virar crônica!
- Também acho, querida.
- Imagino o susto. Fico feliz em saber que está tudo bem.
- Carol, lembrei de um primo do Rio, que era hiper agitado, e chegava na minha casa já se machucando. Abriu a porta do carro, correu pra pegar a bicicleta, caiu e abriu um corte grande na panturrilha. Pronto-socorro na hora.
- Infância livre produz muitas histórias desse tipo. Álvaro lembrou de Rafael chegando em casa coberto de barro e sangue depois de derrapar na pista de bicicross lá em Brasília.
- Enfim, são todos sobreviventes!
- Meu filho se ralou todo nas pedras das Andorinhas, ao lado da Ilha do Frade, depois de me desobedecer e ir pular daquele pedrão. Quase me mata de susto. Tem cicatrizes no peito, no abdômen e no joelho, onde abriu um talho e levou uma cerzida. Haja coração!
Parque
Criança brincando Crédito: Pixabay
- Meu irmão caiu de bicicleta numa ladeira e ficou uma semana na cama todo ralado. Ninguém usava capacete.
- O meu era terrível. Se arrebentava todo. Até cair em fogueira de São João, ele conseguiu!
- Tenho pouca história de machucados, mas quando acontecia, passava um merthiolate e voltava pra brincadeira.
- Li as nossas mensagens pra Álvaro e ele disse que a crônica tá pronta, rsrsrs. Pediu nossos textos…
- Autorizado!
- Nosso papo, até agora, vai dar umas três crônicas. Kkkk!
- Que dia movimentado, Carol!!!!
- Adorei os pais do moleque e estou doida pra ler a crônica.

Alvaro Abreu

Alvaro Abreu Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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