Nesses últimos 30 dias estive com Carol em São Paulo, Fortaleza e Brasília.
Fomos a São Paulo para rever filhos e netos, com direito a dengos, comida gostosa, muitas risadas e, por que não, algumas ações de regulagem amistosa em adolescentes distraídos.
Em Fortaleza, para palestrar sobre o que andei fazendo, há 30 anos, em favor da indústria capixaba de rochas ornamentais. O convite era para ajudar a pensar o desenvolvimento das atividades de extração, beneficiamento e comercialização daqui por diante. Foi ótimo pra ativar emoções novas e reativar outras tantas, já embranquecidas pelas décadas.
Adorei rever Fortaleza, que me surpreendeu positivamente, a começar pelo Centro de Eventos, uma obra gigantesca, com capacidade de sediar, com conforto, várias feiras simultâneas, com estacionamento coberto pra uns 4000 carros.
Fomos visitar a Unifor, que comemora seus 50 anos com uma magnífica exposição de pinturas de primeira grandeza e uma outra, enorme, de obras de artistas locais. Seu campus oferece instalações propícias ao bem-estar e à circulação, pela sombra, em jardins bem cuidados.
Por recomendação, feita com orgulho, por ser o melhor da América do Sul, conhecemos o Museu de Fotografia, ao lado de alunos atentos às explicações de monitores sobre a história das técnicas e das imagens expressivas que lá estão.
Visitamos também uma retrospectiva que esmiúça a vasta e diversificada produção de Antônio Bandeira, artista cearense que morreu muito novo. Fiquei pensando no mérito de um esforço como aquele, capaz de mostrar para muitos o tanto que um homem foi capaz de fazer em tão curto tempo e pouquíssimos recursos.
Logo em seguida, viajamos para Brasília, para reabastecer amizades e assistir Paul McCartney no Mané Garrincha, tipo de programa que nunca pensei em fazer, por não ser chegado a aglomerações.
A previsão era de que ele, nos seus 81 anos, tocaria e cantaria por 3 horas seguidas. Malandro experiente, ciente de que minhas pernas já não são de atleta, achei por bem comprar um banquinho retrátil. Ao me verem sentado, teve quem achasse graça e, sobretudo, quem ficasse de olho grande, despistando.
No dia seguinte, passei horas na banca da Bebel Books, na Feira Motim, no Museu da República, autografando livros, com cara de colhereiro-escritor, incluindo ex-colegas do CNPq e do MEC, passados 30 e 40 anos, respectivamente.
Por sugestão do meu querido professor Itiro Iida, fomos visitar o Galpão do Bambu, nos arredores da cidade, criado e mantido por Poema, dançarina acrobática que se dedica aos bambus desde o plantio, tratamento e corte até seu uso em espetáculos e em oficinas que ministra.
Como se não bastasse, acabo de receber convite para dar palestra e oficina sobre fazer colher lá em João Pessoa, onde moramos durante 4 anos e de onde trouxemos duas filhas paraibanas convictas.