Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Crônica

Isolado em casa, tenho pensado nos efeitos colaterais da pandemia

Esse período de convívio com as ameaças da pandemia tem sido, pra muita gente, um tempo pra parar e pensar, pra recuperar o fôlego e avaliar com calma o andamento da própria vida

Públicado em 

03 abr 2020 às 05:00
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Mulher olhando pela janela: nova rotina com coronavírus e isolamento
Mulher olhando pela janela: nova rotina com coronavírus e isolamento Crédito: Alexandre Chambon/Unsplash
Depois de longos processos de recuperação de saúde prejudicada, eu já estava relativamente treinado a ficar em casa. De umas semanas pra cá, já fortinho, tenho saído pouquíssimo e ninguém tem passado do nosso portão pra dentro.
Pelo que sei e posso imaginar, esse período de convívio com as ameaças da pandemia tem sido, pra muita gente, um tempo pra parar e pensar, pra recuperar o fôlego e avaliar com calma o andamento da própria vida.
"Espero que essa crise, além das valiosas lições de empatia e solidariedade, produza lideranças consequentes e nos ensine a escolher presidentes"
Alvaro Abreu - Articulista
Com certeza, as redes sociais estão cumprindo papel ainda mais estratégico na interação das pessoas. Agora, ainda que ilhadas, cada uma pode estar muito mais tempo trocando ideias e se divertindo com quem gosta.
Bem casado e engenheiro de produção, tenho aproveitado o isolamento para intensificar o aprendizado de como preparar pratos frugais, saborosos e saudáveis, em pouquíssimos minutos. Também venho aprimorando minhas técnicas de lavar louça e utensílios de cozinha pra ganhar tempo pra atividades mais atraentes. Temos lido e comentado passagens interessantes de livros, um sobre a história da humanidade e outro sobre o Rio de Janeiro no começo do século passado, quando a gripe espanhola provocou milhares de mortes.
Difícil mesmo está sendo aturar o presidente da República continuando a agir como moleque birrento e mocinho rebelde em pleno começo de tão grave crise. Tenho lido muitos artigos, escritos por gente séria e fundamentada, criticando duramente seus atos, palavras e comportamentos, incabíveis a um chefe de estado.
Preocupam as possíveis reações desastrosas de um homem poderoso, autorreferenciado e arrogante como ele, que vem sendo contrariado a ponto de chorar, ter que se desculpar por difundir mentiras, ser criticado abertamente por lideranças políticas, se sentir acossado pela justiça, tentar obter apoio de quem defenestrou, ver aliados chutando o balde e ser obrigado a conviver com a aplaudida insubordinação de subordinados. Isso faz pensar que estamos diante de um quadro gravíssimo de saúde pública e no limiar de grandes dificuldades políticas.
Espero que essa crise, além das valiosas lições de empatia e solidariedade, produza lideranças consequentes e nos ensine a escolher presidentes.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Drauzio Varella encanta estudantes de Medicina no ES
Imagem de destaque
1º de abril: 6 mentiras do mundo corporativo que ainda moldam carreiras
Imagem de destaque
Queda de cabelo: entenda como deficiências nutricionais podem afetar os fios

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados