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Agronegócio

Vão faltar máquinas para a colheita do café no Espírito Santo

O mercado vem crescendo acima dos dois dígitos e o início de ano, que antecede a safra do café (a do conilon começa agora em maio), está sendo bem forte

Publicado em 19 de Fevereiro de 2025 às 03:50

Públicado em 

19 fev 2025 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho Abdo Filho
Na automotriz, trabalhador comanda o processo da colheita, com uma visão ampla do cafezal
Na automotriz, trabalhador comanda o processo da colheita, com uma visão ampla do cafezal Crédito: New Holland/Divulgação
Não vai dar para quem quer. Essa é a realidade da venda de máquinas para a colheita do café no Espírito Santo. A previsão é do Grupo Pianna, responsável por boa parte das concessionárias que abastecem o agronegócio do Espírito Santo. O mercado vem crescendo acima dos dois dígitos e o início de ano, que antecede a safra do café (a do conilon começa agora em maio), está sendo bem forte.
Um poderoso tripé sustenta essa vigorosa mecanização: explosão dos preços, safras satisfatórias e apagão de mão de obra. “O produtor vem sofrendo há tempos com a falta de mão de obra, mas só agora, com os preços em alta e com boas safras em sequência, ele está conseguindo fazer um investimento mais robusto em mecanização. É um processo que já vem acontecendo e está aumentando de velocidade. O conhecimento adquirido mostra que os ganhos de produtividade dos que fazem este movimento são enormes”, explicou Leonardo Pianna, CEO da PME Máquinas.
O grupo, só no começo de 2025, deve vender 240 colheitadeiras. Muito acima das 210 do ano passado. Cada uma sai por algo perto de R$ 400 mil. “Até tentamos ampliar a oferta, mas não tem no mercado. Já estamos nos preparando para o segundo semestre”.
Diante da falta, os produtores capixabas estão optando por um modelo mais robusto, uma automotriz (mais eficiente) de R$ 1 milhão, que também já está começando a faltar. “É um movimento forte de mecanização, que vai mudar a realidade do agronegócio capixaba em pouco tempo”, assinalou Pianna.

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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