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Comércio internacional

Receita com veículos importados pelo Espírito Santo quase triplica

Para efeito de comparação, o bolo geral das importações feitas pelo Espírito Santo avançou 3,3%, em 2023, chegando a US$ 9,8 bilhões (R$ 47,72 bi)

Publicado em 26 de Janeiro de 2024 às 03:50

Públicado em 

26 jan 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho

Operação no Porto de Capuaba, em Vila Velha
Operação no Porto de Capuaba, em Vila Velha Crédito: Fernando Madeira
A eletrificação da frota fez o valor das importações de carros pelo Espírito Santo crescer de maneira exponencial. No ano passado, a quantidade de veículos importados cresceu 46%: de 57 mil para 83 mil. O valor total, por sua vez, avançou 183%, alcançando US$ 1,9 bilhão (R$ 9,2 bilhões). Portanto, o tíquete médio dos carros saiu de US$ 11,7 mil (R$ 57 mil) para US$ 22,9 mil (R$ 111,5 mil).
Para efeito de comparação, o bolo geral das importações capixabas avançou 3,3%, em 2023, chegando a US$ 9,8 bilhões (R$ 47,72 bi). O carvão mineral, que foi o principal produto da pauta capixaba, em 2022, encolheu 29%, no ano passado, para US$ 1,4 bilhão (R$ 6,81 bi), e perdeu a primeira posição para os carros importados. Em 2023, os automóveis responderam por 19% das importações feitas pelo Espírito Santo. Os dados foram compilados pelo Sindicato do Comércio de Importação e Exportação do Espírito Santo (Sindiex).
Outro dado chama a atenção. O número de aeronaves que entraram no Brasil pelo Espírito Santo avançou 53%, chegando a 303 unidades. Mas, diferente dos carros, o preço médio encolheu. Em termos de divisas, o avanço foi marginal, de 0,63%, batendo em US$ 964 milhões (R$ 4,69 bilhões).
Nas exportações, os dois principais produtos da pauta avançaram. O minério de ferro, responsável por 30% das vendas, cresceu 7,2%, chegando aos US$ 2,9 bi (R$ 14,1 bilhões). Produtos de ferro e aço expandiram 22%, alcançando US$ 1,9 bi (R$ 9,25 bilhões). A expansão das exportações de café (conilon e arábica), merece destaque: 58,5%, batendo em US$ 914 milhões (R$ 4,45 bilhões). 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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