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Comércio exterior

Preocupados com futuro da Alfândega, empresários do ES fazem manifesto

Todas as federações empresariais e o ES em Ação assinaram o documento entregue ao comando da 7ª Região Fiscal da Receita Federal na tarde desta sexta-feira

Públicado em 

30 set 2022 às 16:10
Abdo Filho

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Abdo Filho

Navio Glovis, de bandeira coreana, faz manobra na baía de Vitória
Navio Glovis, de bandeira coreana, faz manobra na baía de Vitória Crédito: Vitor Jubini
Pesos pesados do empresariado capixaba entregaram ao comando da 7ª Região Fiscal da Receita Federal (Espírito Santo e Rio), na tarde desta sexta-feira (30), um manifesto em que deixam claro a preocupação e a contrariedade com a possibilidade de a Alfândega de Vitória sofrer um esvaziamento. O documento, costurado ao longo da semana, é assinado por Federação das Indústrias (Findes), Federação do Comércio (Fecomércio), Federação da Agricultura (Faes), Federação dos Transportes (Fetransportes), ES em Ação e por outras 12 entidades ligadas ao comércio internacional capixaba.
Eles argumentam que o Estado já possui um comércio externo bastante relevante, se aproximando de 50% do PIB estadual, e que a atividade - com a privatização da Codesa, com a inauguração dos novos terminais portuários e com a convalidação dos incentivos fiscais voltados ao setor atacadista e distribuidor - só fará crescer nos próximos anos. O receio dos empresários é de que as mudanças que estão sendo tocadas pela Receita, que os técnicos chamam de regionalização, retire poder de comando e de decisão da Alfândega de Vitória, atrasando os processos.
Os empresários deixam claro que não são contrários a mudanças, mas não querem nem ouvir falar na possibilidade de a gestão da Alfândega de Vitória passar para o Rio de Janeiro. Eles afirmam que o setor de habilitação (que autoriza uma empresa a fazer transações internacionais) foi regionalizado em 2020 e que os prazos de autorização e ampliação do Radar, que antes não demoravam mais de 30 dias, hoje chegam a passar dos seis meses. Perda de competitividade na veia.
O grande medo dos capixabas está na regionalização do despacho aduaneiro. Trata-se de um processo exigido pela Receita Federal em qualquer importação ou exportação. Além de fiscalizar e conferir as mercadorias, o procedimento é realizado para desembaraçar as mercadorias na chegada e na saída de nações diferentes de maneira padronizada. É nele que se verificam os documentos, veracidade das informações declaradas, pagamento de tributos e das despesas alfandegárias. Ou seja, um processo para lá de sensível.
A Receita Federal já disse que a instituição está num debate interno sobre melhorias de processos e que a regionalização já é uma realidade, mas negou qualquer possibilidade de esvaziamento da Alfândega de Vitória.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiário de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi repórter da CBN Vitória e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Política, Economia e Brasil & Mundo, já no processo de integração de todas as redações da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Produção e, em 2019, Editor-executivo.

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