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Agronegócio

Gigante de Singapura marca data para inaugurar fábrica em Linhares

A Olam Food Ingredients (Ofi), subsidiária do Grupo Olam, de Singapura, vai colocar para funcionar uma das maiores unidades de café solúvel do mundo

Publicado em 02 de Abril de 2025 às 15:52

Públicado em 

02 abr 2025 às 15:52
Abdo Filho

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Abdo Filho

Fábrica da Ofi, do Grupo Olam, em Linhares, Norte do Espírito Santo
Fábrica da Ofi, do Grupo Olam, em Linhares, Norte do Espírito Santo Crédito: Divulgação/Grupo Olam
A Olam Food Ingredients (Ofi), subsidiária do Grupo Olam, de Singapura, deve inaugurar no dia 9 de maio a sua fábrica de café solúvel no distrito de Bebedouro, em Linhares, Norte do Espírito Santo. Trata-se da mais moderna e de uma das maiores do mundo. Um investimento que supera R$ 1 bilhão e que emprega mais de 300 pessoas. A Olam é líder global na produção e comercialização de alimentos, rações, fibras, óleos e demais produtos. A Ofi, está entre as três maiores produtoras de café solúvel no planeta, com unidades no Vietnã, Espanha e, agora, em Linhares. A informação foi confirmada pelo governador Renato Casagrande.
Em obras desde 2021, a unidade já está em produção comercial, exportando inclusive, desde o segundo semestre do ano passado. A inauguração da fábrica coloca o Norte do Espírito Santo como um dos maiores polos de produção e beneficiamento de café do mundo. Cerca de 70% da produção brasileira de conilon, que é a segunda maior do planeta, atrás apenas do Vietnã, está no Espírito Santo, destacadamente nas regiões Norte e Noroeste. Nos últimos anos, vem sendo feito um movimento para a instalação de agroindústrias de solúvel na região, com foco na exportação.
Em 2021, a Café Cacique, de Londrina, inaugurou sua usina, também em Linhares. Em março do ano passado, a gigante francesa Louis Dreyfus comprou a Cacique. Ou seja, duas das maiores empresas do agronegócio mundial possuem importantes parques fabris no Espírito Santo. No que estão de olho? Na grande produção de café conilon (principal matéria-prima do solúvel) e no desenvolvimento da infraestrutura logística do Estado, já que a maior parte da produção vai para fora do Brasil.
É um marco importante na história econômica do Espírito Santo, Estado que produz café desde meados do século XIX e que, agora, vê um processo intenso de industrialização, agregação de valor, portanto, do que ainda é a principal cultura das lavouras capixabas.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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