O Rio Grande do Sul tem larga tradição na fabricação de autopeças, já que a indústria automotiva é antiga por lá. O Espírito Santo, por sua vez, está engatinhando no processo. A Marcopolo tem um programa para incentivar o investimento de empresários capixabas, que têm tradição no setor metalmecânico, na área de autopeças. A chegada de fornecedores tradicionais de fora daria muita robustez à cadeia.
"Todos se mostraram interessados. Lá mesmo, por iniciativa nossa, propusemos conversas individualizadas. Semana que vem iniciaremos os contatos para entender a operação de cada um", explicou Ricardo Pessanha, secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Desenvolvimento Econômico, que foi ao Rio Grande do Sul visitar as empresas junto com outros integrantes do governo.
"Estamos avançando na nossa produção em São Mateus, mas temos dificuldades com parceiros e fornecedores, a logística para trazer peças para cá é complicada. Nossa estratégia está sendo internalizar o máximo possível, mas não dá para fazer tudo. A intenção é substituir os fornecedores de fora por parceiros locais. Estamos trabalhando para isso", explicou José Antonio Valiati, diretor Institucional da Marcopolo, em entrevista concedida em maio para a coluna.
A companhia tem a expectativa de chegar à capacidade máxima de produção em São Mateus, 20 ônibus por dia, algo que nunca aconteceu, até o final de 2022. Hoje, são fabricadas 16 unidades por dia. A Marcopolo já avalia uma ampliação do parque fabril em São Mateus, mas antes vai aguardar a consistência da retomada.