Em conversa com a coluna, Jorge Oliveira, CEO da ArcelorMittal Aços Planos - responsável pela unidade de Tubarão e que vai comandar a planta comprada nesta quinta -, afirmou que a sinergia dos negócios vai bem além de um CEO único para as duas unidades.
A ArcelorMittal quer agregar valor ao seu negócio, por isso está investindo forte em galvanizados, laminados e em outras tecnologias para o aço voltadas para eletrodomésticos, linha automotiva, construção civil e geração de energia solar. A unidade de Vega do Sul, em Santa Catarina, responsável por boa parte da produção desses produtos de alto valor agregado, está próxima do limite. Neste contexto, Tubarão é vista como a alternativa natural de expansão. Os acionistas já tomaram a decisão de que, daqui para frente, a planta de Vitória só receberá aportes voltados para produtos com mais tecnologia embarcada. A produção de placas de aço, berço da unidade, ficará onde está - 7,5 milhões de toneladas por ano.
Até 2024, a ArcelorMittal tomará a decisão do que fará e do tamanho do aporte em Tubarão. A ideia original é ampliar o laminador de tiras a quente e instalar um laminador a frio. Só isso já demandaria um investimento de bilhões de dólares. A intenção é que as novas instalações estejam operando em 2027.