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Inovação

China declara guerra pela inteligência artificial. E o Brasil com isso?

O ambiente competitivo na China é cruel, as batalhas são de vida ou morte entre as próprias empresas chinesas, como se estivessem numa arena de gladiadores

Publicado em 14 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

14 dez 2019 às 04:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

China cada vez mais tecnológica Crédito: Divulgação
Quando a União Soviética colocou em órbita o Sputnik, o primeiro satélite construído pelo homem, em 1957, em plena Guerra Fria, provocou um choque na população e no governo norte-americanos. Motivou a criação da Nasa, fortes subsídios para o ensino de matemática e ciências e iniciou a corrida espacial que deu frutos 12 anos depois, quando Neil Armstrong pisou na Lua.
Em 2016, 280 milhões de chineses assistiram perplexos pela TV à derrota do campeão mundial do milenar jogo de tabuleiro Go, popular na China e que tem um número de posições muitas vezes maior que o xadrez, para o software de IA AlphaGo, desenvolvido por uma empresa adquirida pelo Google.
Foi o “Momento Sputnik” da China em inteligência artificial (IA) e deslanchou um processo acelerado de apoio à IA, mirando a liderança mundial.
IA é a nova eletricidade, que pode revolucionar dezenas de indústrias diferentes. Assim como os empreendedores do século XIX logo aplicaram a eletricidade para cozinhar, iluminar e movimentar fábricas, os empreendedores da IA de hoje estão colocando seus algoritmos em todos os setores. Os gigantes chineses Alibaba, Baidu e Tencent disputam a liderança tecnológica com os gigantes americanos.
O Vale do Silício se orgulha de sua aversão à cópia. O pioneiro ganha um novo mercado porque outros não querem ser vistos como não originais. Os empresários chineses não têm esse luxo. Se conseguem construir um produto que as pessoas querem, não podem declarar vitória. Precisam declarar guerra.
O ambiente competitivo na China é cruel, as batalhas são de vida ou morte entre as próprias empresas chinesas, como se estivessem numa arena de gladiadores, onde a cópia é uma prática aceita, o ritmo de trabalho é insano e o governo joga pesado. O produto mais valioso da era da imitação da China não foi um produto, foram os próprios empreendedores.
Essa guerra já derrotou gigantes americanos no mercado chinês como o eBay, Google, Airbnb, Amazon e Uber. Essas e outras histórias sobre o desenvolvimento da IA na China são contadas, com conhecimento de causa, por Kai-Fu Lee, que foi executivo de Google, Microsoft e Apple, no ótimo livro “Inteligência Artificial”.
E nós, quando teremos nosso “Momento Sputnik”?

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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