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Evandro Milet

ES deveria usar recursos do petróleo e criar um cinturão digital

Cada vez mais, a localização de novas indústrias e serviços é decidida por fatores diferentes do que eram no passado

Publicado em 20 de Junho de 2019 às 01:03

Públicado em 

20 jun 2019 às 01:03

Colunista

Infraestrutura digital Crédito: Divulgação
O entendimento geral quando se fala em obras de infraestrutura inclui principalmente aquelas de energia, saneamento e mobilidade de pessoas e cargas. Para entrarmos definitivamente no século 21 é preciso incluir nesse rol a infraestrutura digital.
Cada vez mais, a localização de novas indústrias e serviços é decidida por fatores diferentes do que eram no passado. Incentivos fiscais perdem importância, seja pela reforma tributária que deve ganhar força após a reforma da Previdência, seja pela mudança na gestão das empresas com a transformação digital, a ênfase na sustentabilidade, o compliance exigindo bom ambiente de negócios e a utilização de pessoal com maior nível de escolaridade.
Gente qualificada, licenças ambientais rápidas, ética no governo e comunicação veloz, segura e estável de dados e voz, passam a ser fundamentais na decisão de investimentos, além de energia e logística. Universidades e escolas técnicas serão mais demandadas para colocar no mercado pessoal bem formado e capacitado nas modernas tecnologias, além da necessidade de interagir bastante com as empresas.
Alguns Estados, com destaque o Ceará, entenderam a necessidade da infraestrutura digital. O Cinturão Digital do Ceará (CDC) é uma grande malha de fibra ótica com mais de 3.500 km de extensão e liga Fortaleza ao interior do Estado, alcançando cerca de 90% dos municípios.
Seu propósito é viabilizar o acesso à internet de alta qualidade a todos os órgãos públicos e o acesso da população a serviços digitais como videoconferência, TV digital, telefonia celular, telemedicina, educação à distância, fiscalização de cargas, segurança pública etc., constituindo-se em ferramenta indispensável ao desenvolvimento.
Dessa maneira, foram ligadas escolas, hospitais, postos de saúde, órgão de segurança e administrações municipais, possibilitando avanços no governo eletrônico. Os recursos vieram do governo estadual, governo federal e emendas parlamentares. A rede montada atendeu as necessidades e ainda permitiu alugar um terço da capacidade para as operadoras privadas, custando portanto, dois terços do preço contratado.
No momento em que o governo do Estado aprova na Assembleia Legislativa, com recursos de royalties de petróleo, o Fundo Soberano para investimentos estratégicos e o Fundo de Infraestrutura para obras, seria fundamental utilizar esse último para a criação do Cinturão Digital Capixaba. A atração de investimentos, o desenvolvimento do interior, a prestação de melhores serviços públicos, a saúde, a educação, o comércio eletrônico e até o turismo seriam altamente beneficiados.
 

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